Publicado por: bcnh | 25/11/2017

PELLLB – Plano Estadual do Livro, Leitura , Literatura e Bibliotecas – Etapa Final – 1º dia

Desde o ano de 2006, quando os “Ministérios da Cultura e da Educação criaram, por meio de portaria interministerial nº 1.442 de 10/08/2006, o Plano Nacional do Livro e Leitura – PNLL” que tenho acompanhado de perto e tenho presenciado a estruturação e fortalecimento do seus primeiros eixos organizadores: estimular a democratização do acesso ao livro, o fomento e a valorização da leitura e o fortalecimento da cadeia produtiva [do livro]. (Guia PELL e PMLL. p.4)

A criação desse Plano criou “o marco institucional para o livro e a leitura como política pública”, mas, sua implementação conta, imprescindivelmente, com o compromisso e a elaboração dos Planos Estaduais de Livro e Leitura (PELL) e dos Planos Municipais de Livro e Leitura (PMLL).

Desde o ano de 2010, que participo das atividades do PNLL, como participei das atividades paralelas do 3º Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias e do 3º Fórum Nacional do Livro e Leitura, em São Paulo, nos dia 19 a 22/08/2010, durante a Bienal Internacional de São Paulo.

No Estado de Minas Gerais, a preparação para a organização e criação do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (termos acrescidos), teve início com a formação e a publicação do Grupo de Trabalho no Diário Oficial, no dia 02/06/2016.

Grupo de trabalho para a elaboração do PELLLBMG

Do resultado dos trabalho do GT, foi disponibilizado o Guia “Proposta para discussão : Plano de ação – Fevereiro 2017. Neste guia constam “Problemas e Oportunidades, Objetivos, Ações, Metas e Prazos para os seguintes atores do LLLB: bibliotecas públicas, escolares, comunitárias; acervo e acessibilidade; incorporação e uso de tecnologias de informação e comunicação na prática de leitura; formação de mediadores de leitura; incentivo à leitura; articulação e fortalecimento institucional; valorização simbólica; comunicação e conteúdo; eventos literários; produção autoral; produção editorial e distribuição; mercado livreiro; linhas de fomento e compras públicas.

Essas propostas foram organizadas no “Documento de Propostas para os encontros regionais“, que foi ampla e profundamente estudado e debatido pela sociedade civil no dia 29/08/2017, no Fórum Técnico Semeando Letras – Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas na cidade de Varginha e, posteriormente, em mais 06 cidades: Juiz de Fora, Montes Claros, Governador Valadares, Belo Horizonte, Uberlândia e Teófilo Otoni; num processo de interiorização totalmente democrático, como nunca antes na história deste Estado.

Do resultado dos encontros regionais, sistematizou-se o “Documento de Propostas para os Grupos de Trabalho da Etapa Final“; documento com 40 páginas, que também contemplou as “novas propostas e as contribuições recebidas pela consulta pública”, via internet. Neste documento foram compiladas as ações iniciais em quatro eixos complementares:

  • Eixo 1: Democratização de acesso
  • Eixo 2: Fomento à leitura e à formação de mediadores
  • Eixo 3: Valorização institucional da leitura e de seu valor simbólico
  • Eixo 4: Desenvolvimento da economia do livro

Do árduo trabalho interpretação de texto e depois produção de texto coletivo, que realizamos entre os dias 22, 23 de Novembro de 2017, na Assembleia de Minas Gerais, resultou no Documento de Propostas para a Plenária Final. Permanecendo então, no texto a ser entregue ao Deputado Bosco (AVANTE), que esteve presente conosco durante os três dias, as seguintes propostas:

  • Eixo 1: Democratização de acesso
    • Das 10 propostas, 07 foram aprovadas com o texto original, 03 sofreram destaque, mas, ao final foi aprovado o texto original. (A minha proposta foi aprovada de primeira e está encabeçando o documento)
  • Eixo 2: Fomento à leitura e à formação de mediadores.
    • Das 10 propostas, 05 foram aprovadas com o texto original, 04 sofreram destaque, mas, ao final, 01 foi aprovada com alteração, as outras 03 foram aprovadas com o texto original e 01 foi suprimida.
  • Eixo 3: Valorização institucional da leitura e de seu valor simbólico
    • Das 05 propostas, 02 foram aprovadas com o texto original, 03 sofreram destaque, mas, não vi o resultado, pois tive que me ausentar do recinto por motivos inadiáveis!
  • Eixo 4: Desenvolvimento da economia do livro
    • Das 16 propostas, apenas 03 foram aprovadas sem destaque; 03 foram suprimidas e, as 10 restantes sofreram destaque, algumas permaneceram com o texto original e outras foram modificadas.

No dia 24/11/2017 foram aceitas 03 Moções, uma do grupo I, uma do grupo II e uma do grupo IV.

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Os três dias foram intensos, no primeiro dia as palestras de abertura nos conscientizaram do porquê estávamos lá naquele momento histórico, como repetiu incansavelmente o Deputado Bosco (AVANTE).

No primeiro dia, após a execução do Hino Nacional:

houve uma apresentação do grupo Palavra Viva, que busca incentivar o hábito da leitura e o gosto pela literatura através das artes cênicas. Foi lindíssimo, maravilhoso, surpreendente! Declamaram, recitaram, cantaram o belíssimo “Romance das Palavras Aéreas”, de Cecília Meirelles

 

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No Painel 1 – Leitura cidadã – Democratização do acesso e valor simbólico do livro, o palestrante José Castilho Marques Neto, ex-secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura do Brasil nos períodos de 2006 a 2011 e 2013 a 2017, teve problemas na viagem e não conseguiu chegar a tempo do início, por isso, falou a doutora em Linguística Aplicada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ana Elisa Ribeiro e depois, Fabíola Farias, coordenadora da rede de bibliotecas públicas e projetos para a promoção da leitura da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte. Mais tarde, José Castilho apresentou sua palestra, fazendo um breve histórico do PNLL e suas impressões para o PELLLB-MG, que servirá “de modelo” para os demais estados da federação.

Este foi, o primeiro momento forte do encontro, pois, com grande sensibilidade e conhecimento de causa, Fabíola Farias complementou e até rebateu algumas colocações da doutora Ana Elisa, fazendo-nos passar por duas experiências maravilhosas: um debate entre duas mulheres inteligentíssimas, mas, com visões diferentes sobre a leitura e a literatura, fazendo-nos pensar em qual delas nos encaixamos; na caixa da técnica que nos ensina a compreendermos melhor nossa língua e linguagem para nos tornar melhores como falantes ou na liberdade da leitura engajada e consciente que nos torna cidadãos.

Após os debates e a hora de almoço (uma hora mesmo), continuamos com o:

 Painel 2 – Livro e Leitor: Mediação de leitura, Em seguida a inimaginável e hilária  Doutora em Letras, Maria Antonieta Antunes Cunha, especialista em literatura infantil e mediação de leitura nos fez rir e até acordar alguns… nos encantamos com suas memórias vivas e contundentes, pena que o “moço de terno preto não parava de mostrar os papelzinho com o tempo de 5 minutos restantes!!!

Até que uma figura feminina forte e marcante, chamada Bel Santos Mayer, coordenadora do Programa de Direitos Humanos do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (Ibeac) e membro da coordenação colegiada da Rede LiteraSampa e da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC), após ceder 8 minutos do seu tempo para D. Antonieta, nos encantou com sua voz grave e segura e sua grande beleza negra, contando sobre suas intervenções nas comunidades e até nos cemitérios de São Paulo, com garotos e garotas amantes da leitura e da literatura. Fortes emoções neste segundo painel!!!

E, por último, Talles Azigon, mediador de leituras, poeta, editor, produtor cultural e contador de histórias e fofo!!! um amor de pessoa que encantou com sua juventude e meninice! Não tem muito o que explicar, ele é simplesmente poeta!!!

 

Painel 3 – Cadeia produtiva e criativa do livro, falaram Luís Antônio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro e do Instituto Pró-Livro (IPL) e diretor-geral da Trilha Educacional Editora, Nossa conhecida e estonteante Rosana de Mont’Alverne, mestre em Educação pela UFMG, sócia-fundadora da Editora Aletria e presidente da Câmara Mineira do Livro  e Raquel Menezes, presidente da Liga Brasileira de Editoras (Libre) e editora da Oficina Raquel, mas, como aconteceu na parte da manhã, tive que me ausentar, por pura necessidade inadiável.

Quando retornei, falava Rodrigo Ricardo, presidente administrador do Instituto Cultural Colofão de Literatura Independente e editor-chefe do Grupo Editorial Ferro e representante dos autores independentes e o segmento de autores independentes de Belo Horizonte. Sério e compenetrado, dificilmente já vi ou assisti uma apresentação de slides tão certeira e contundente como a dele, ao nos fazer compreender a importância da valorização do autor independente, em especial os autores mineiros. Entre Vampiros e Sacis nas mais variadas versões, Rodrigo Ricardo mostrou porque foi escolhido para defender a classe!

Enfim, final do 1º dia!!! Às 20:00 hs. Merecíamos um bom descanso!

 

 

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