O título da palestra me atraiu logo de cara, pois tem tudo a ver com o meu Trabalho de Conclusão de Curso que está quase saindo do forno!
É um título intrigante que nos remete a vários questionamentos:
- O que é ser um leitor literário?
- Quem é o responsável pela formação deste tipo de leitor?
Riter disse que “escrever um livro não é só contar uma história”, quando se conta uma história é preciso “contar” a história, com todo o seu “modo de dizer”! Disse ainda haver alguns mitos na formação do leitor literário, especialmente nas escolas, como:
- “Ler não é só prazer de passatempo”, sempre se está aprendendo alguma coisa quando se lê.
- “Crianças leem, adolescentes não!” Essa é uma das maiores mentiras que eu conheço. Riter afirmou que se um adolescente não gosta de ler: “ou é uma questão de metodologia ou de erro metodológico”
- “Liberdade” – Se o professor, disse ele, “abre mão de seu papel de orientador” o “aluno pouco cresce como leitor, à medida em que não é desafiado”.
- “O livro é caro”! Para Riter, o livro não é caro só não é reconhecido como necessidade. Assim que for criada um cultura do livro na cidade, a partir das bibliotecas familiares a história da leitura mudará.
Apontou algumas ideias sobre o “papel do educador como formador e levantou a dúvida: “formador de leitores ou dos leitores!”
A motivação para se formar leitores é prepará-los para “usar a literatura para formar valores estéticos de forma subliminares” e o que isso quer dizer? Só participando de outra palestra ou adquirindo e lendo o livro do autor e educador Caio Riter: A Formação do Leitor Literário em Casa e na Escola .
O professor deve “perguntar o que o aluno achou do livro, e não mostrar a minha visão do livro” e, em busca dessa metodologia acertada o educador deve, antes de tudo, ser um “apaixonado pela leitura”.
Segundo o autor, o professor apaixonado:
- “consome livros”;
- “tem a ficção e a poesia por necessidade”;
- “faz da leitura uma prática de vida e não uma contingência de trabalho”;
- “partilha leituras”;
- “fala com paixão sobre seus livros do coração”;
- “livros de qualidade são sempre presença em sua prática”.
Como já disse, contar uma história é “contar” uma história, e exige alguns aspectos relevantes:
- “Contar histórias não é fazer declamação ou teatro. É fazer o uso simples e harmônico da voz;”
- “Ler o livro antes, bem lido.”
- “Transmitir confiança”;
- “Passar pelo seu gostar”
- “Criar um clima de envolvimento, de encantamento, dar pausas, intervalos, etc.”
- ……………… perdi! rsrsrsrsr
- “Usar as modalidades e possibilidades;
- “Usar códigos”: Era uma vez…, Fim…
- “Mostrar aos ouvintes que o que se ouviu está impresso em um livro”.
Para formar leitores:
- Uma “leitura com objetivo; por exemplo: leia este livro percebendo tal coisa;
- Fazer “relações intertextuais;
- Ir ao encontro das expectativas do leitor, para, em seguida, rompê-las;
- Utilizar sempre um “roteiro de leitura”
Foi uma excelente palestra! Parabéns aos organizadores. Vejam abaixo, algumas fotografias:
Como sempre faço, agradeço a quem contribuiu para que pudéssemos ir à Belo Horizonte: a Prefeitura Municipal, por meio do Departamento de Cultura, do Gabinete do prefeito e do Departamento de Assistência Social. Meu muito obrigada. Deus lhes pague!
Agora, umas fotos lindas do trajeto (apesar da uma hora e meia de atraso, devido a obras na estrada!)


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