“Direitos humanos” são duas palavras que andam sempre juntas, mas que, por estarem sempre juntas, perderam seu individualismo. Então, vamos lá, destrinchá-las, só para refrescar a memória.
De acordo com o dicionário Aulete, a palavra DIREITO significa:
8. O que deve ser possível a cada um na vida em sociedade, e de acordo com suas leis, sua ética etc.
9. Poder, prerrogativa legal.
Portanto, ter direito é uma prerrogativa legal de que todos devemos (ou deveríamos) ter as mesmas chances, oportunidades.
Ainda, de acordo com o Aulete, a palavra HUMANO significa:
1. Ref. ao homem, à sua natureza e condição.
3. O ser humano; CRIATURA; HOMEM; INDIVÍDUO
Daí, quando se juntam essas duas palavras acontecem três situações, chamadas de teses pelo professor de Direito da PUC-SP, Oscar Vilhena Vieira, que resumo aqui, apenas como uma introdução ao post.
“É muito comum encontrar pessoas que associam os direitos humanos com a defesa do crime ou ao menos dos criminosos. Esta associação não é fundada num simples equívoco, pois como os criminosos também são humanos, eles têm direitos.”
“Durante muito tempo acreditou-se que havia uma incompatibilidade entre direitos humanos e segurança pública. E evidente que as diversas garantias atribuídas aos suspeitos e aos réus em um processo judicial tornam mais onerosos o trabalho daqueles que tem por missão responsabilizar os criminosos.”
“Não é incomum ouvirmos por parte de autoridades e de segmentos mais nacionalistas da população a queixa de que, a ação do movimento de direitos humanos é parte de uma conspiração internacional voltada a limitar nossa soberania;”
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Observatório de Direitos Humanos em Guarulhos:
Finalizando, com um resultado adequado à nossa sociedade, no sentido mais amplo da palavra, a Mostra recebeu o número de 20 visitantes. Adolescentes, mulheres e homens com uma visão de mundo consciente e engajada.
Mesmo diante de algumas variáveis que influenciaram no resultado, o objetivo da exibição dos filmes foi alcançado: mostrar outras realidades e propiciar uma reflexão a respeito dos “Direitos Humanos” naqueles que assistirem, por meio de filmes acessíveis (com legenda, com audiodescrição e diversos idiomas).
A seguir, algumas fotos de alguns momentos da exibição dos filmes, pois não tivemos a visita da imprensa em nenhum dos quatro dias do evento.
Valeu!
Me reporto novamente ao professor Oscar, que conclui seu artigo, com o qual concordo, dizendo:
A gramática dos direitos humanos está fundada no pressuposto moral de que todas as pessoas merecem igual respeito umas das outras. Somente a partir do momento em que formos capazes de agir em relação ao outro da mesma forma que gostaríamos de que agissem em relação a nós é que estaremos conjugando essa gramática corretamente. Os argumentos de que direitos humanos são direitos de bandidos, de que atrapalham a atuação das polícias ou de que minam a soberania do Estado buscam destruir essa lógica. Aderir a qualquer desses argumentos significa assumir a proposição de que algumas pessoas tem mais valor, outras menos, e de que ao Estado e seus funcionários cabe fazer a escolha de quais deverão ser respeitadas e quais poderão ser submetidas à exclusão, à tortura, à violência e à discriminação.













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