Publicado por: bcnh | 26/08/2010

São Paulo da garoa, São Paulo que terra boa!

No dia 21 p.p. estivemos, eu e o Rodrigo, em São Paulo para realizar uma palestra no estande do PNLL para apresentar a Biblioteca Comunitária aos paulistanos.

A nossa aventura começou às 07:00 hs da manhã de sábado (21/08), digo aventura pois saimos daqui sem saber onde passaríamos a noite naquele lugar, mas deu tudo certo.  O motorista do Bragança nos indicou um hotel e quando lá chegamos  gostei bastante… pequeno, preço razoável com um excelente restaurante do lado, o Santana’s. Deixamos nossas mochilas lá e saímos em busca dos pontos turísticos culturais de São Paulo.

São Paulo da garoa!

Da garoa que nada, do deserto do Saara. Umidade relativa do ar abaixo dos 30%, um calor escaldante.  Poluição e lixo por todos os lados. Gente, muita gente!

Apesar desse quadro negativo, conseguimos chegar ao Museu da Língua Portuguesa de metrô,  e uma das vantagens de se viver numa cidade grande como São Paulo é que só não aproveita as oportunidades quem não quer. Aos sábados a entrada para o Museu e para a Pinacoteca do Estado são gratuitas.

São Paulo que terra boa!

Realmente, uma terra boa e generosa… Dá oportunidade a todos mas, infelizmente, há um grande número de pessoas que vivem à margem de tudo isso e, mesmo estando à porta de um Museu ou de uma Pinacoteca, eles preferem ou são obrigados a ficar do lado de fora vendendo suas águas, seus milhos, seus churrasquinhos, suas balas e doces…

O Museu estava lotado. Havia pessoas assistindo ao filme apresentado no gigantesco telão, outras acompanhando a evolução da nossa língua no tempo e no espaço, no painel, outras estavam nos terminais onde se pode descobrir a origem das palavras, seus povos e seus significados;mas o mais interessante é mesmo a mesa com os raios, o ponto de encontro dos jovens. É muito interessante utilizar o contorno elétrico das nossas mãos para tentar capturar cada pedaço da palavra para, em grupo, formarmos alguma palavra e depois a máquina nos dar sua definição. É disso que os jovens precisam, coisas interessantes para se fazer.

MUSEU DA LINGUA PORTUGUESA

Lindo também é a praça da língua e o corredor que tem poemas e contos, música e versos escritos na parede.

Depois fomos até a Pinacoteca (local onde permanecem expostos todo tipo de arte plástica – pintura, escultura, painéis, etc). Um local muito interessante, com esculturas maravilhosas de homens e mulheres esculturais, a exposição Ouros de Eldorado: Arte Pré-Hispânica da Colômbia com 250 artefatos de ouro e 40 objetos arqueológicos de cerâmica e outros materiais que evidenciam a diversidade e as técnicas metalúrgicas criadas pelos antigos habitantes indígenas da região que hoje corresponde à Colômbia.

Enfim, a Bienal. Para conseguirmos ir no ônibus gratuito andamos 10 minutos para encotrar o final da fila e depois mais 20 minutos para chegarmos até os ônibus. O Pavilhão de exposições é gigantesco, assim como o hotel que tem ao seu lado.

Bienal do Livro de São Paulo

Infelizmente ao chegar ao estande fui informada de que as pessoas não estavam participando das palestras, pois no estande não havia muitos atrativos. Para solucionar o problema da falta de ouvintes para minha palestra fui para os corredores e me apresentei, ofereci folhetos, convidei as pessoas que aos poucos resolveram entrar na redoma de vidro e me ouvir falar. Foi um pequeno grupo de pessoas interessadas no assunto, psicólogas, bibliotecárias, professores e até os próximos palestrantes, da cidade de Poços de Caldas, me prestigiaram. Fiz a apresentação, falei a respeito da biblioteca, apresentei as fotografias e o portfólio para todos; conversamos, trocamos ideias, e-mail , endereços  e telefones. Foi bastante produtivo, só senti falta do acolhimento dos organizadores. (Coisa de mineiro).

Eu, Rodrigo e o meu amigo microfone (rsrsrs)

O problema maior foi o mal estar que eu estava sentindo desde a hora do almoço, calafrios e tremores, dores por todos os ossos e na cabeça. O que não me deixou ficar mais tempo e andar mais na bienal. A multidão era sufocante, o calor e o mar de informações me derrubaram. Só consegui mesmo manter algum contato mais prolongado com o pessoal da Editora Globo que pediu para que eu lhes retornasse após o término da bienal.

As fotografias da minha apresentação, como podem ver, foram enviadas pela Kely (perdão pelo esquecimento do seu nome). Agradeço a vocês dois pelas belas fotos, quando puder apareçam aqui.

Voltamos mais cedo para o hotel por causa do meu mau estar e no domingo retornamos às 14:00 hs.

Hoje já estou melhor, mas demorei a semana toda para me curar.

Como sempre, agradeço à secretária de Educação que me apóia em nome da Prefeitura Municipal e desta vez também agradeço à Auto Peças Fonseca, que forneceu os panfletos que distribuí na bienal.

Deus lhes pague.

Deixo mais algumas fotografias lindas que tiramos lá:

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Responses

  1. Boa tarde!

    tentei mandar as fotos mais não consegui.


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