Publicado por: bcnh | 20/03/2010

PAULO SETÚBAL, você conhece?

A Biblioteca Comunitária Novo Horizonte acaba de receber a Coleção Paulo Setúbal (coleção completa com 13 livros) e a revista Revivendo Paulo Setúbal, Homenagem aos 100 anos de nascimento do grande cronista da história do Brasil.

A doação foi do Instituto Itaú Cultural.

Nascido em Tatuí, em 1893, Paulo Setúbal foi um importante autor de obras de temática histórica, dentre as quais se destacam o romance A Marquesa de Santos (1925) e o livro de crônicas O Ouro de Cuiabá (1933) . Em 1920 publicou seu livro de poesia mais famoso, Alma Cabocla, cuja edição, de 3 mil exemplares, se esgotou em um mês. Membro da Academia Brasileira de Letras, Paulo Setúbal retratou os caboclos do interior de São Paulo na forma de crônicas, contos, poemas e memórias.

IMAGEM

Obras: Alma cabocla, poesia (1920); A marquesa de Santos, romance-histórico (1925); O príncipe de Nassau, romance histórico (1926); As maluquices do Imperador, contos-históricos (1927); Nos bastidores da história, contos (1928); O ouro de Cuiabá, história (1933); Os irmãos Leme, romance (1933); El-dourado, história (1934); O romance da prata, história (1935);O sonho das esmeraldas (1935); Um sarau no Paço de São Cristóvão (1936); A fé na formação da nacionalidade, ensaio (1936); Confíteor, memórias (1937).

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Abaixo transcrevo um trecho do livro: “A Bandeira de Fernão Dias”

Vai-se fechar o mausoléu. Cai o silêncio dos grandes momentos. Nisto, alçando a voz , o jesuíta Antônio Rodrigues, reitor do colégio, diz, com alma e flama, um adeus comovedor ao velho paulista.

O padre fala com quentura. A sua palavra reboa largo:

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……………………… dia virá, devastador de sertões, em que o Brasil gritará alto a tua glória! Dia virá homem de ferro, em que as gerações sentirão, nítido, a epopéia da tua jornada! Dia virá em que os homens compreenderão, em toda a sua grandeza, a formidável obra de desbravamento que realizaste! Foste tu, bandeirante intrépido, que rompeste os matos, que talaste a terra, que venceste os morros, que vadeaste acampamentos no ermo, que ergueste cidades: foste tu, paulista de raça, foste tu que subjugaste o sertão! Pouco importa que as tuas pedras não fossem verdadeiras. Sim, tu não descobriste as esmeraldas: tu fizeste mais, Fernão Dias Paes Leme: tu descobriste o Brasil.

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