Publicado por: bcnh | 28/05/2009

Bárbara Bela

Bárbara Bela

  

Alvarenga Peixoto
Remetida do cárcere da Ilha das Cobras
à sua esposa Barbara Heliodora.
 
Bárbara bela,
Do Norte estrela,
Que o meu destino
Sabes guiar;
De ti ausente,
Triste somente
As horas passo
A suspirar.

 

Por entre as penhas
De incultas brenhas
Cansa-me a vista
De te buscar;
Porém não vejo
Mais que o desejo
Sem esperança
De te encontrar.

 

Eu bem queria
A noite e o dia
Sempre contigo
Poder passar;
Mas orgulhosa
Sorte, invejosa
Desta fortuna
Me quer privar.

 

Tu, entre os braços,
Ternos abraços
Da filha amada
Podes gozar;
Priva-me a estrela
De ti e dela:
Busca dois modos
De me matar!

Fonte: Livro doado à Biblioteca Comunitária, porém está sem capa e não tem nenhum indício do título.

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