Estivemos, eu e minha filha, Rafaela, na cidade de Varginha, no dia 25/06/2017, no campus da UNIS, para as

“comemorações do nascimento do primeiro contista do gênero fantástico em nossa literatura, Murilo Rubião. Em 2017 essa celebração tem um gosto especial, por se tratar do centenário do nascimento do escritor. O encontro permitiu uma conversa sobre o escritor, sua obra e sobre as atividades comemorativas do centenário de seu nascimento.”

Murilo Rubião

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11 anos depois, sem apoio, sem estrutura, sem nenhuma perspectiva de que minha “loucura” estivesse servindo para alguma coisa, eis que recebo o maior e melhor de todos os presentes: um agradecimento público de uma daquelas crianças que eu vi crescer, lendo😍 aqui na Biblioteca Comunitária Novo Horizonte!!!

 

Postagem de uma leitora assídua da Biblioteca Comunitária Novo Horizonte numa rede social. 

Não existe maior amor do que este: de alguém dar a própria vida por causa dos seus amigos! (São João)

 

Aconteceu no dia 29/08/2017, durante todo o dia, o Fórum Técnico Semeando Letras – Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas

O início foi em Varginha e o término acontecerá no dia 24/11/2017, em BH.
O objetivo do evento é colher sugestões da sociedade para elaboração do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas.
Marquei presença no grupo de discussão do Eixo 1 – Democratização do acesso ao livro (como era de se esperar), discutindo e alterando as propostas já acordadas no plano original e também apresentando propostas ainda não contempladas.
Nesse sentido, uma das minhas propostas foi aceita e eleita para fazer parte do texto original, que será apresentado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em novembro/2017.

Leitura da parte final da Palestra Magna

Aproveitando as palavras de Adriana Galo, contadora de histórias, transcrevo alguns trechos:

“Do Plano Estadual do livro,leitura, literatura e biblioteca acontece, inauguralmente, em Varginha, o Fórum Técnico Semeando Letras.”

“Uma realização do Governo de Minas Gerais e Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Um encontro mais que esperado pela Sociedade Civil, com o Governo de Minas, para falar sobre as novas Leis que, durante 10 anos, nortearão atividades pertinentes ao universo da leitura literária em todas as suas possibilidades.
O Documento de Proposta para os Encontros Regionais norteiam as discussões de hoje, para as quais,representantes de várias cidades do Sul e Sudoeste de Minas, reunidos no Centro Universitário do Sul de Minas. (UNIS).

Uma riqueza de momento, onde o Polígono Sul-Mineiro Do Livro se faz presente como Coletivo, defendendo os interesses do livro, leitura, literatura e biblioteca, por um Sul de Minas mais leitor e próspero.”
Juntas, na Palestra Magna,  Maria Helena Ferreira Penteado e Adriana Galo, fizeram “a leitura das Cartas do Ouvidor Cipriano José da Rocha, fundador da cidade da Campanha, enaltecendo as comemorações dos seus 280 anos, de importância história, de incontestável valor.” Fiz a leitura da parte final da Palestra Magna, com a presença de Heloisa Soares, sempre nos acompanhando.

Grupo do Eixo I

Grupo de trabalho – Eixo I – Democratização do acesso

O eixo 1 teve 13 participantes, duas com foco em bibliotecas comunitárias, um diretor escolar, Alencar, de Turvolândia, Gabriela, bibliotecária e as demais, PEUBs, professoras de ensino do uso da biblioteca. Eliane Dias, da SRE, compareceu, fez algumas propostas, mas, não ficou ate o final. Se não me falha a memoria. Nosso intermediador foi o Lucas Guimaraens e o “vivo”, a digitadora das mudanças, ao vivo, não me lembro o nome.

A proposta original continha 36 itens, umas 20 sofreram pequenas alterações, algumas foram suprimidas e 6 foram apresentadas para acréscimo. Dessas, apenas 3 foram aprovadas.

Eu propus a criação de um edital para viabilização da institucionalização das bibliotecas comunitárias, com verbas destinadas a pagamento de despesas cartorárias, material de consumo, reforma, ampliação e construção de espaço, renovação do acervo e mobiliário e equipamentos. As outras duas foram propostas das PEUBs e bibliotecárias: Concurso para bibliotecárias em ate 5 anos, a partir do 1° ano do plano e a outra: Dispositivo fixando o trabalho das PEUBs exclusivamente dentro das bibliotecas.

Credenciamento, com Cleide Fernandes e Clarissa Gonzaga

Painel do Fórum Técnico Semeando Letras, com Erivelton G. Ramos Barata, superintendente da SRE Varginha, Rosana Mont’Alverne, presidente da Câmara Mineira do Livro e Lucas Guimarães, Superintendente da Superintendência Estadual de Bibliotecas de Minas Gerais.

Mesa de abertura: a Deputada Estadual Geisa Teixeira, o Superintendente de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário de Minas Gerais, Lucas Guimarães, o Superintendente Regional de Ensino de Varginha, Erivelton G. Ramos, a Presidente da Câmara Mineira do Livro, Rosana Mont´Alverne e a coordenadora das SRE da SEE, Clélia Costa.

Apresentação da dinâmica do fórum, por Clarissa Gonzaga.

Início do evento Fórum Técnico Semeando Letras

Vista do auditório do Hotel Jaraguá

Entre Maria Helena Penteado e Heloisa Soares, do Polígono Sul Mineiro do Livro, fotógrafa: Adriana Galo

Com a contadora de história Adriana Galo

Identificação!!!

Assim sendo, até novembro, na Assembleia Legislativa. Avante!!!!!

Publicado por: bcnh | 25/03/2017

Definitivamente BICONHO

Boa noite, amig@s leitores e leitoras

Informo que, estamos conseguindo mais voluntários para a nossa biblioteca comunitária, por isso, criamos um grupo no Whatsapp com o nome de Amigos da BICONHO.

Como sabem, BICONHO é a abreviatura de BIblioteca COmunitária NHOrizonte

A princípio, estamos cadastrando apenas as pessoas que estão vindo pessoalmente ajudar na organização do acervo, como é o caso da voluntária Thais Domiciano e da Pricila Noronha. Vamos tentar fortalecer os laços de amizade pessoalmente, para darmos continuidade ao processo de legalização da biblioteca, com a criação do Grupo de Amigos da BICONHO.

Tudo a seu tempo!!!

 

Publicado por: bcnh | 17/11/2016

Victor Mendonça e “Danielle”, muito prazer!!!

Envolvida com a causa Asperger, minha irmã, Angela Maria Eugênio Ferreira, sugeriu a aquisição de um livro para o acervo da Biblioteca Comunitária Novo Horizonte. Foi então que fui apresentada ao mundo de Danielle, adolescente e autista, “entre uma crise e outra, ela vai superando, com bom humor e aguda ironia, os obstáculos cotidianos.” (Trecho da apresentação do livro).

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Entrei em contato diretamente com o escritor Victor Mendonça para verificar como e onde adquirir suas obras. Mineiro, de BH, Victor Arthur Silva de Mendonça  tem apenas 20 anos de idade é estudante de jornalismo, entre outras coisas, “escreve com a preocupação de contribuir à Paz Mundial. Seu blog “Tudo bem Ser Diferente” é recheado de orientações, informações e das suas impressões sobre a vida e o mundo das pessoas com necessidades específicas. Mantém, ainda, o programa de rádio “Mundo Asperger”, na Webrádio do Uni-BH.

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Prontamente, solicitaram o endereço da Biblioteca Comunitária Novo Horizonte e uma semana depois, recebi em casa, pelos Correios, os dois livros do jovem autor:  “Outro Olhar – Reflexões de Um Autista” e “Danielle, Asperger”; ambos da Manduruvá Edições Especiais, escritos em 2015 e 2016, respectivamente. foto-0016

Agradeço imensamente a sugestão da minha irmã e a doação feita pelo autor!

 

 

 

Publicado por: bcnh | 21/10/2016

Devagar e sempre!!!

Nos últimos quatro anos tive que me dedicar aos estudos na universidade que eu estava cursando (UFLA). Por isso, o movimento de leitores e de empréstimos domiciliares na Biblioteca Comunitária Novo Horizonte diminuiu bastante.

Como sabem, ela sou eu e vice-versa!

Minha casa, onde funciona a Biblioteca, sofre há muito tempo com um sério problema estrutural mas, neste último ano ele se agravou e com isso eu terei que resolvê-lo definitivamente, por meio de uma reforma. Para isso, eu tive que me mudar, mas a biblioteca continua no mesmo lugar, só que por pouco tempo.

Já estamos providenciando o encaixotamento do acervo para facilitar o transporte e o armazenamento provisório em outro local. Não sei por quanto tempo permanecerá fechada, pois essas coisas de engenheiro, planta, planilhas e financiamento são burocráticos e demorados demais. A planta da reforma já está aprovada e a planilha de serviços já está sendo confeccionada, mais alguns dias, espero, poderei dar entrada no financiamento que transformará minha casa num lugar realmente habitável.

Quem a conhece sabe! Mas, o que realmente me preocupa é que, depois da reforma, não terei mais o espaço disponível que tenho hoje, ou seja, o local onde ficam os livros. Acredito e espero que o Plano Municipal do Livro e da Leitura seja implantado em nosso município e que todos os bairros tenham a sua biblioteca comunitária e que todas tenham a sua sede própria… Sonhar nunca é demais! 

Apesar disso, continuamos renovando nosso acervo e continuamos recebendo doações de pessoas que sabem da importância da leitura para todos nós.

Acabamos de receber  os livros do Itaú Criança :

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São umas graças, o Poeminhas da Terra trás “diferentes versos compostos por palavras de origem tupi e celebram a convivência do homem com a natureza. […] Aproxima as crianças da cultura dos povos indígenas.”

Já o livro Selou e Maya conta a história de “duas crianças vizinhas que através de diferentes atividades do dia a dia – como acordar, comer, brincar, tomar banho e escutar histórias – inventam vários mundos fantásticos.” É um livro muito interessante que começa de frente para trás e também de trás para frente. Além disso o site A TABA – Leitura em rede está disponibilizando um mapa de exploração do livro. É só baixar aqui .

Recebemos também, da nossa querida colaboradora, Vera Minhoto Ferreira , alguns gibis, que os jovens amam:

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Encerro desejando trazer notícias melhores da próxima vez!!! Abraços a todos

 

É com muito alegria que informo aos usuários da Biblioteca Comunitária Novo Horizonte, que acabamos de receber  um kit com 10 DVD’s do “Projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro”! Os dvd’s estão à disposição das escolas e instituições culturais.

Assim que possível, faremos a apresentação de todos os vídeos ao público em geral.

“Ao construir um acervo digital inédito, o projeto Memória do Esporte Olímpico Bra­sileiro espera que o resgate da trajetória do esporte nacional possa inspirar as ge­rações futuras. Afinal, é apenas a partir de um olhar sobre nossa história e nossas ori­gens que podemos compreender o presen­te e sonhar com as próximas conquistas. […]  O objetivo é promover o resgate da história dos grandes atletas que representaram o País nos jogos.”

O projeto realizado pelo Instituto de Políticas Relacionais, patrocinado pela Petrobras, EBrasil Energia e ESPN Brasil com apoio daSecretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e Cinemateca Brasileira.

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Peço desculpas pelas imagens!!! 😉

A partir da Resolução Conjunta SEE e SEC nº 06/2016… leia mais aqui

Foi nomeado o grupo de trabalho do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de MG, saiba quem são os representantes, aqui.

“O plano deverá valorizar alguns fatores identificados pela UNESCO como “necessários para existência expressiva de leitores em um país”:

– o livro deve ocupar destaque no imaginário nacional, sendo dotado de forte poder simbólico e valorizado por amplas faixas da população;

– devem existir famílias leitoras, cujos integrantes se interessem vivamente pelos livros e compartilhem práticas de leitura, de modo que as velhas e novas gerações se influenciem mutuamente e construam representações afetivas em torno da leitura;

– deve haver escolas que saibam formar leitores, valendo-se de mediadores bem formados (professores, bibliotecários, mediadores de leitura) e de múltiplas estratégias e recursos para essa finalidade.”

Espero, ansiosamente, pelos resultados!

A primeira medida desse governo ilegítimo foi extinguir o ministério da Cultura, e isso guarda um simbolismo muito grande, porque o Ministério da Cultura foi a primeira criação da redemocratização, então, no momento em que o Brasil conquista a democracia o Ministério da Cultura surge como um instrumento de qualificar o Estado na sua relação com toda área criativa; com as artes, com o mundo simbólico do país. E no momento que um governo ilegítimo tenta interromper esse processo democrático: a gente tem a extinção do ministério! Mas, o ministério voltou por força da resistência dos artistas, dos trabalhadores da Cultura, dos gestores e da sociedade como um todo. Agora, a recriação do ministério da cultura não resolve o problema  porque cultura exige democracia para ela se desenvolver, exige liberdade de expressão plena, exige republicanismo… ninguém pode ser perseguido, discriminado e preterido por suas opiniões políticas. Os artistas precisam de um território de liberdade muito grande e o Estado tem que ter uma responsabilidade em cumprir seu papel.

A responsabilidade do Estado junto à cultura é intransferível. A área privada tem um papel, a sociedade tem um papel e o Estado tem um papel. Se a gente quer garantir desenvolvimento cultural pro país, ao acesso de todos os brasileiros e brasileiras e ao acesso em todas as regiões do Brasil, o Estado tem uma responsabilidade enorme. São muitas: é responsabilidade de preservação do patrimônio, é responsabilidade no sentido de garantir a infraestrutura necessária: bibliotecas, centros culturais…  que financia atividades que não são rentáveis e só o Estado pode assumir essa responsabilidade. É muito ampla a responsabilidade do Estado na garantia que o país terá o desenvolvimento cultural como um dos principais ativos para enfrentar todos os desafios do século 21.

Esse governo não tem essa possibilidade; porque essa medida de extinguir o ministério e o retorno do ministério da Cultura, fruto de uma pressão, é muito significativa no sentido de como eles veem a questão. O neoliberalismo não tem condições de ter um projeto de nação que incorpore a cultura. Então nós vamos viver momentos difíceis e já estamos vivendo. Uma série de direitos e uma série de processos culturais, que vinham sendo construídos desde 2003, alguns até anteriormente, que nós herdamos dos primeiros governos da redemocratização, estão ameaçados hoje; e nós vamos ter que enfrentar isso. A sociedade brasileira, os artistas, vão ter que manter a mobilização no sentido de garantir esses direitos e esses processos culturais.

Nós temos investimentos importantes, hoje, na cultura. Nós Somos ultra bem-sucedidos com o cinema e com o áudio visual,  hoje, a atividade é superavitária, rende mais do que é investido pelo governo, o que mostra que cultura é investimento, cultura não é despesa. É preciso ampliar inclusive essa responsabilidade do Estado. Chegamos num estágio e a gente precisa ir mais adiante…

Juca Ferreira – Ex-ministro da Cultura

Publicado por: bcnh | 04/06/2016

Eu faço parte!

Clique aqui: Biblioteca Comunitária Novo Horizonte faz parte dessa história

 

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Publicado por: bcnh | 25/04/2016

Tudo a seu tempo!

Trago novidades, desta vez, concretas!

Vocês já me ouviram dizer que “uma andorinha só não faz verão!” Pois bem, eu acredito realmente que uma andorinha só não é capaz de fazer verão, mas, também acredito que, mesmo sozinha, é ela que o mantém vivo. Se todas as andorinhas desistirem de fazer verão, apenas por estarem sozinhas, o verão acabará. Fé e persistência são duas palavras que estão muito vivas no meu vocabulário.

A Biblioteca Comunitária Novo Horizonte, como sabem, está ativa desde 2006. Como ela se confunde comigo, pois é uma iniciativa particular e voluntária e não possui ajuda de nenhuma instituição ou órgão público ou privado, nos últimos quatro anos em que estive me dedicando aos estudos, na UFLA (me formarei no próximo dia 29/04/2016), as atividades da biblioteca acabaram ficando em segundo ou terceiro plano, visto que, além de universitária, continuei sendo funcionária pública e mãe de família em tempo integral.

Mas o que importa hoje é que, ontem, dois amantes da leitura se juntaram a mim e abraçaram o projeto. Pretendemos, além de dar continuidade às ações em prol do livro, da leitura e da cultura, reorganizar o acervo, informatizá-lo, institucionalizar a biblioteca, legalizando-a, buscando ampliar as suas ações e, principalmente, conquistar o tão sonhado espaço próprio que ela merece ter.

Fiz um pequeno vídeo em agradecimento ao Pablo e à Raphaela, que posto abaixo. Abraços a todos!

Publicado por: bcnh | 19/10/2015

A esperança é a última que morre, mesmo!!!

Depois de tanto tempo pelejando com a Biblioteca Comunitária Novo Horizonte, sem apoio, sem a participação efetiva da comunidade, sem parceiros, sem patrocínio, sem um lugar adequado… finalmente, alguém resolveu abraçar a causa de verdade, com ações concretas!

Se o projeto da Biblioteca Comunitária Novo Horizonte desse retorno, desse visibilidade, desse “IBOPE”, se aparecesse na mídia, se levasse nome de pessoas e nome de empresas nas suas ações, quem sabe já tivéssemos uma sede própria, um local adequado, mais eventos culturais, mais apoiadores, mais voluntários! Vejo tantas reportagens sobre bibliotecas iguais a essa nos jornais locais e nacionais, nos programas de auditório, nos programas de reportagens especiais (que me alegram muito), mas, não! Aqui, os empréstimos domiciliares de livros são feitos no interior da minha casa, onde não há holofotes na fachada, não há, sequer, uma placa indicando o nome do local. Mas, que há dez anos vem alimentando a imaginação de crianças e adolescentes que cresceram tendo acesso à leitura de forma gratuita, bem próximo de suas casas, para pegarem livros e lerem na hora que quiserem e o livro que gostarem.

Minha esperança, desde 2006, quando ela foi idealizada e organizada, sempre foi que a própria comunidade assumisse o seu funcionamento, mas, para isso, é preciso ter uma sede, um local bonito, que atraia os leitores e que seja de fácil acesso para todos, crianças e adultos. Meu maior problema aqui em casa, é que os jovens e adultos “não gostam de incomodar”! Eles acham que me chamar para pegar livro é incômodo. Mal sabem eles, que é um prazer!

Bem, mas, o que me trouxe aqui hoje, é para dizer sobre uma excelente novidade: A Biblioteca Comunitária Novo Horizonte foi adotada e já estamos trabalhando para conseguir construir uma sede para ela.

Deus ouviu minha preces e tocou no coração do Alexandre da Silva, coordenador da comunidade de Santa Terezinha! Por enquanto, Deus lhe pague!

Em breve postarei mais novidades, mas, em breve precisaremos de apoio bem concreto! rsrsrsr.

Deixo aqui as imagens de um querido leitor, que gosto muito: o André, meu amiguinho! Fiquei muito feliz ao descobrir que, agora, ele é essa pessoinha interessada na leitura de livrinhos e gibis! Parabéns à professora que o alfabetizou. Ele está lendo muito bem!

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Infelizmente, os integrantes do grupo decidiram pela não adesão e resolveram levar adiante somente as atividades da Biblioteca São José. Eu, porém, darei continuidade ao grupo e ao projeto. 

Informo a todos que foi criado na rede social conhecida como “Face” um grupo para interação das pessoas que queiram participar da fundação da Associação dos Amigos das Bibliotecas Comunitárias de São Gonçalo do Sapucaí.

Ele servirá para interagirmos, mantermos contato e trocarmos ideias até a chegada da nossa próxima reunião, que acontecerá no dia 04/10/2015 às 16h30min, na  Biblioteca Comunitária Novo Horizonte, à Rua João Carvalho da Silva Júnior, 35 – Bairro Novo Horizonte.

A futura associação “ABICOM.SGS” contou, em sua primeira reunião, com a presença de oito pessoas. A reunião foi organizada pela Irmã Sérvula Barbosa, da Congregação das Irmãs da Providência de GAP no Brasil, a partir da necessidade de conseguir mais pessoas para ajudar na organização do acervo e na realização das atividades literárias da biblioteca comunitária já existente naquela comunidade, a Biblioteca Comunitária São José, que foi idealizada pelo Sr. João Arnaldo Rufino.

A minha participação foi solicitada com o intuito de relatar minha experiência como idealizadora e gestora da Biblioteca Comunitária Novo Horizonte, lutando pela sua implantação, organização e manutenção, que completará 10 anos em novembro/2015.

Estiveram presente alguns e algumas simpatizantes da causa do livro e da leitura.

A ideia da associação nasceu junto com a Biblioteca Comunitária Novo Horizonte, a partir do seu projeto inicial, chamado “Uma Biblioteca em Cada Bairro”. Diante das várias circunstâncias negativas que se seguiram, como falta de apoio, falta de verba, falta de sede própria, falta de pessoas envolvidas com ele, acabei realizando apenas os empréstimos domiciliares, fazendo a minha parte sozinha mesmo.

Na reunião, aproveitando a oportunidade, propus ao grupo de pessoas que me ajudassem com a legalização do projeto; foi sugerido a substituição do termo “bairro” por “comunidade”. Portanto, o projeto norteador da associação é “Uma Biblioteca em Cada Comunidade”. Isso se deve à facilidade de dividir a cidade em um número menor de grupos, com uma abrangência maior, além disso, todos os envolvidos já são pessoas engajadas nessas comunidades, mas, nas atividades religiosas. Portanto, são pessoas que dedicam sua vida a servir ao próximo e, nada melhor, do que fartar o próximo com atividades literárias!

Se quiser participar desse importante movimento em nossa cidade,

Acesse:

https://www.facebook.com/groups/abicom.sgs/

“Uma andorinha só não faz primavera” (Aristóteles)

É isso ai, tenho a honra de dizer que ontem, 17/08/2015, aconteceu a primeira reunião de apoio às bibliotecas comunitárias de nossa cidade: a Biblioteca Comunitária Novo Horizonte e a Biblioteca São José.

Com o apoio logístico da Irmã Sérvula e a presença de simpatizantes e amantes do livro e da leitura tivemos nosso primeiro encontro para definir os pontos que necessitam da ajuda de mais pessoas e também para criarmos um cronograma dos trabalhos que deverão ser realizados em ambas as bibliotecas comunitárias, assim que o acervo estiver devidamente organizado e as ações literárias já com os devidos responsáveis cientes do seu compromisso com os usuários.

A princípio, como é de praxe, pensa-se que é só reunir a criançada e ler uma historinha infantil, mas, as bibliotecas são mais que isso, mais que um espaço informal de leitura. Elas são a única oportunidade de acesso ao livro, à leitura e à cultura dentro das nossas comunidades. São elas que aproximam o leitor do livro, sem ter que ir para longe da sua casa ou do seu bairro. É na biblioteca comunitária que os pequenos leitores podem ir com a mamãe ou sem a mamãe para pegar livros, pois é pertinho de casa; é nesse espaço que os adolescentes se encontram para comentar sobre aquele livro que todos já leram e adoraram; é nessa casa que os alunos da escola do bairro pode pegar a enciclopédia para fazer o seu trabalho sobre o Folclore ou sobre o Corpo Humano! Ah! Como é bom facilitar o acesso, fazer/ser essa ponte entre a criança/jovem/adulto e os livros!!

Pois bem, nossa segunda reunião acontecerá em breve e todos os amantes da leitura e voluntários serão convidados. Basta levar a sua boa vontade e o seu amor aos livros, que será bem vindo.

Em breve mais novidades!

PS: A Biblioteca São José é a biblioteca do João Arnaldo Rufino, no Bairro São José. Agora ela está funcionando na antiga casa onde eram celebradas as missas. A Biblioteca Comunitária Novo Horizonte continua no mesmo lugar, na minha casa!!!

Até mais ver! Abçs.

Vanusa

O título da palestra me atraiu logo de cara, pois tem tudo a ver com o meu Trabalho de Conclusão de Curso que está quase saindo do forno!

É um título intrigante que nos remete a vários questionamentos:

  1. O que é ser um leitor literário?
  2. Quem é o responsável pela formação deste tipo de leitor?

Riter disse que “escrever um livro não é só contar uma história”, quando se conta uma história é preciso “contar” a história, com todo o seu “modo de dizer”! Disse ainda haver alguns mitos na formação do leitor literário, especialmente nas escolas, como:

  1. “Ler não é só prazer de passatempo”, sempre se está aprendendo alguma coisa quando se lê.
  2. “Crianças leem, adolescentes não!” Essa é uma das maiores mentiras que eu conheço. Riter afirmou que se um adolescente não gosta de ler: “ou é uma questão de metodologia ou de erro metodológico”
  3. “Liberdade” – Se o professor, disse ele, “abre mão de seu papel de orientador” o “aluno pouco cresce como leitor, à medida em que não é desafiado”.
  4. “O livro é caro”! Para Riter, o livro não é caro só não é reconhecido como necessidade. Assim que for criada um cultura do livro na cidade, a partir das bibliotecas familiares a história da leitura mudará.

Apontou algumas ideias sobre o “papel do educador como formador e levantou a dúvida: “formador de leitores ou dos leitores!”

A motivação para se formar leitores é prepará-los para “usar a literatura para formar valores estéticos de forma subliminares” e o que isso quer dizer? Só participando de outra palestra ou adquirindo  e lendo o livro do autor e educador Caio Riter:  A Formação do Leitor Literário em Casa e na Escola .

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O professor deve “perguntar o que o aluno achou do livro, e não mostrar a minha visão do livro” e, em busca dessa metodologia acertada o educador deve, antes de tudo, ser um “apaixonado pela leitura”.

Segundo o autor, o professor apaixonado:

  1. “consome livros”;
  2. “tem a ficção e a poesia por necessidade”;
  3. “faz da leitura uma prática de vida e não uma contingência de trabalho”;
  4. “partilha leituras”;
  5. “fala com paixão sobre seus livros do coração”;
  6. “livros de qualidade são sempre presença em sua prática”.

Como já disse, contar uma história é “contar” uma história,  e exige alguns aspectos relevantes:

  1. “Contar histórias não é fazer declamação ou teatro. É fazer o uso simples e harmônico da voz;”
  2. “Ler o livro antes, bem lido.”
  3. “Transmitir confiança”;
  4. “Passar pelo seu gostar”
  5. “Criar um clima de envolvimento, de encantamento, dar pausas, intervalos, etc.”
  6. ……………… perdi! rsrsrsrsr
  7. “Usar as modalidades e possibilidades;
  8. “Usar códigos”: Era uma vez…, Fim…
  9. “Mostrar aos ouvintes que o que se ouviu está impresso em um livro”.

Para formar leitores:

  1.  Uma “leitura com objetivo; por exemplo: leia este livro percebendo tal coisa;
  2. Fazer “relações intertextuais;
  3. Ir ao encontro das expectativas do leitor, para, em seguida, rompê-las;
  4. Utilizar sempre um “roteiro de leitura”

Foi uma excelente palestra! Parabéns aos organizadores. Vejam abaixo, algumas fotografias:

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Como sempre faço, agradeço a quem contribuiu para que pudéssemos ir à Belo Horizonte: a Prefeitura Municipal, por meio do Departamento de Cultura, do Gabinete do prefeito e do Departamento de Assistência Social. Meu muito obrigada. Deus lhes pague!

Agora, umas fotos lindas do trajeto (apesar da uma hora e meia de atraso, devido a obras na estrada!)

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Pronto! Acabei de realizar o cadastro para o “Um Poema em Cada Árvore” que acontecerá em setembro/2015.

Quem quiser participar basta enviar um poema de sua autoria para bcnovohorizonte@yahoo.com.br, tem que ter o tamanho de uma folha A4 e a letra não pode ser muito pequena. Ele será divulgado juntamente com os outros na data do evento.

No dia precisarei de ajuda para preparar o local, que ainda será decidido.

Interessados, favor manifestar-se nos comentários ou por mensagem.

Pode ser no Face mesmo:

https://www.facebook.com/vanusa.eugenio

Desde já agradeço. Vanusa.

UMPOEMAEMCADAARVORE.COM.BR|POR _____________________________________

Hoje foi dia de aventura, bebê!!!

Foi puxado, viu! Subir a serra de manhã e só descer após o meio-dia; só almoçar às três da tarde… não tem preço!

Hoje a Biblioteca Comunitária Novo Horizonte foi passear num dos lugares mais altos e mais lindos da nossa região: a Pedra Preta, no Distrito de Ferreiras.

Para ajudar no apoio aos ciclistas, estivemos lá na serra a manhã toda e, como não havia muito oque fazer até eles chegarem, disponibilizei alguns livros que permaneceram quase que imperceptíveis aos olhos dos ironman’s que por lá passaram.

Mas, quando a galera do turismo ecológico chegou, todo mundo teve um tempinho para tirar umas fotos e até dar uma folheada nos livros!!!

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Então, o brasileiro só não lê mais porque não possui mais acesso aos livros!!!

Publicado por: bcnh | 12/07/2015

Reconhecimento

Até dezembro, se Deus continuar me abençoando, concluirei a graduação em Letras – Língua Portuguesa e Suas Literaturas, na UFLA (Universidade Federal de Lavras). Este semestre está sendo muito puxado: estágio, projeto de pesquisa, atividades no AVA, relatório, TCC… e a biblioteca comunitária continua em funcionamento, apesar de todas as minhas outras atribuições (casa, filhos, dever de casa, aula, catequese…). Infelizmente, tive que abrir mão de algumas coisas devido à minha incapacidade de ficar sem dormir!!! hahahaha.

Pois é, embora eu consiga dormir apenas 4 ou 5 horas, em algum momento o cansaço bate à porta e eu tenho que recarregar a bateria. Mas, não poderia deixar de registrar um episódio que muito me alegrou. Um pequeno gesto, em forma de bilhete, que recebi de uma usuária muito querida: Emerentina. Moça dedicada, inteligente e muito, muito educada. Emprestei-lhe alguns livros há algum tempo e, na sexta, ao recebê-los de volta tive a grata surpresa de ler aquelas poucas linhas que me emocionaram e resumiram muito bem o trabalho voluntário que realizo com tanto amor e desprendimento.

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Emprestar livros para a comunidade é uma das minhas maiores alegrias. Gostaria de receber o apoio necessário para abrir uma sede própria da biblioteca, de organizar melhor o acervo, de mantê-la aberta diuturnamente, de ter pessoas engajadas que me ajudassem a mantê-la sempre à disposição de todos, mas, essa ainda não é a nossa realidade. Então, me contento em fazer a minha parte no incentivo à leitura. Se cada um fizer apenas a sua parte, independente da opinião contrária dos outros, ou apesar de recebermos apenas “apoio moral”, com certeza formaremos novos e novos leitores! E isso é o que importa: a qualidade, não a quantidade.

Admiração. O nosso reconhecimento cortês de que outra pessoa se assemelha a nós.
Ambrose Bierce

Emerentina, agradeço-lhe de coração!

Um abraço a todos e até qualquer dia!

Publicado por: bcnh | 14/03/2015

Mesa Redonda – Dia do Bibliotecário na BSP

Meu grande interesse pelo evento foi  aguçado pelo tema da mesa redonda:

BIBLIOTECA PÚBLICA E EDUCAÇÃO: OS DESAFIOS PARA FORMAR LEITORES.

Como  estou prestes a me formar no curso Letras Português e Suas Literaturas, pela Universidade Federal de Lavras, a oportunidade de unir assuntos como biblioteca, educação e formação de leitores realmente me atraiu.

Faltava apenas um incentivo e apoio, que me foi dado pelo Professor Moisés. Ao conversarmos sobre uma doação de livros para a Biblioteca Comunitária Novo Horizonte, percebemos que temos diversas afinidades e praticamente os mesmos interesses: fortalecer o acesso à leitura e a formação de leitores em nossa cidade, São Gonçalo do Sapucaí.

O evento começou pontualmente às 08h30m, com um café da manhã.

Inicialmente fomos apresentad@s ao inusitado romancista, contista e poeta Ferréz –  “um híbrido de Virgulino Ferreira (Ferre) e Zumbi dos Palmares (Z)”. Ele discorreu sobre vários assuntos, depois leu diversos contos seus, cada um mais impactante que o outro. Foi ótimo.

Depois dele, foi composta a mesa redonda com as convidadas: Patrícia Konder Lins e Silva, Nilma Lacerda e Elisa Machado. E o assunto, claro, foi literatura, livros, escola, biblioteca, aprendizagem, etc… De toda a conversa pudemos pinçar pérolas, diamantes e brilhantes. Formamos um colar de pedras preciosas que jamais deixarão nossos pensamentos. Algumas eu consegui anotar, como:

“A entrada da escola deveria ser pela biblioteca.”

“Biblioteca é lugar de aprendizagem.”

“Leitor de literatura é a experiência mais sofisticada que há.”

“Biblioteca é um lugar de docência.

“Ler tem que produzir sentido.”

Foram sugeridos livros, filmes, poemas, contos, sites e blogs sobre o tema,  a todo momento; Patrícia Konder nos falou a respeito dos “Nativos digitais” , termo proposto por Marc Prenski para referir-se às crianças do século XXI e, “imigrantes digitais”, para aqueles que nasceram antes do ano 2000. Foram feitas leituras de trechos de livros e de biografias de autores, pela professora Nilma, durante toda a sua fala. Foi simplesmente emocionante. Elisa Machado abordou a questão das políticas públicas em prol do livro, da leitura e da literatura, fazendo uma retrospectiva dos seus últimos anos à frente do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, do qual se desligara na sexta-feira passada ( 06/03/2015). Disse que ” poderia terem sido eleitas outras atividades como esporte, parque, etc. Foi escolhida a biblioteca.” Motivo pelo qual esta onda de apoio e incentivo às bibliotecas, ao livro, à leitura e à literatura nunca tenha sido tão forte no país, desde então.

Se eu pudesse transcreveria cada palavra de cada uma das participantes, além, claro, das da própria organizadora do evento,  Adriana Cybelle Ferrari que nos apresentou as diretrizes que norteiam o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Estado de São Paulo  e todas as atividades que são realizadas na própria Biblioteca de São Paulo que, aliás, é um espetáculo.

Estiveram presentes bibliotecários e bibliotecárias de todo o Estado de São Paulo, e eu, a mineirinha!

Em breve postarei as fotografias do evento.

Publicado por: bcnh | 10/03/2015

Dia do Bibliotecário na BSP – SÃO PAULO

Dia do Bibliotecário na BSP – SÃO PAULO

MESA-REDONDA

BIBLIOTECA PÚBLICA E EDUCAÇÃO: OS DESAFIOS PARA FORMAR LEITORES

 Com a participação das convidadas:

Elisa Machado
Bibliotecária, doutora em Ciência da Informação e docente da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Foi diretora do Departamento de Bibliotecas Públicas da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo no período de 2001 a 2003 e, atualmente, é coordenadora geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas da Fundação Biblioteca Nacional.
Nilma Lacerda
Escritora, poeta, cronista, roteirista de cinema, tradutora, pesquisadora e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense. É mestra e doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estreou na literatura em 1985 com o romance Manual de Tapeçaria.  Na sequência, publicou duas novelas: Dois passos pássaros/E o voo arcanjo (1987) e Viver é feito à mão/ Viver é risco em vermelho (1989). Tem obras publicadas para adultos, jovens e crianças. Entre outros, recebeu os prêmios Orígenes Lessa e Jabuti de Literatura Juvenil com as Fatias do Mundo em 1997. Várias de suas publicações para jovens receberam o selo de Altamente Recomendável pela FNLIJ.
e Patrícia Konder
 Pedagoga, também cursou as faculdades de Sociologia, Biologia, Letras e Filosofia. Desde 1985 é orientadora pedagógica da Escola Parque no Rio de Janeiro. É vice-presidente da Associação Brasileira de Educação (ABE) e anualmente ministra palestras e participa de eventos como o Congresso Nacional de Neurociências e Tecnologia, Congresso Internacional da Escola de Pais, Congresso do Livro Digital ( 2013). Proferiu palestra no 7º Seminário Biblioteca Viva e apresentou-se no TED X RIO Metrópole (2014). É autora do livro Inteligência se Aprende – publicado pela Editora Casa da Palavra, e de um capítulo no livro Vivendo esse Mundo Digital – publicado pela Editora ArtMed. Escreve para jornais e revistas sobre temas relacionados à Educação.
Mediação: Adriana Cybele Ferrari

Para maiores informações, clique aqui

“Direitos humanos” são duas palavras que andam sempre juntas, mas que, por estarem sempre juntas, perderam seu individualismo. Então, vamos lá, destrinchá-las, só para refrescar a memória.

De acordo com o dicionário Aulete, a palavra DIREITO significa:

8. O que deve ser possível a cada um na vida em sociedade, e de acordo com suas leis, sua ética etc.

9. Poder, prerrogativa legal. 

Portanto, ter direito é uma prerrogativa legal de que todos devemos (ou deveríamos) ter as mesmas chances, oportunidades.

Ainda, de acordo com o Aulete, a palavra HUMANO significa:

1. Ref. ao homem, à sua natureza e condição. 

3. O ser humano; CRIATURA; HOMEM; INDIVÍDUO 

Daí, quando se juntam essas duas palavras acontecem três situações, chamadas de teses pelo professor de Direito da PUC-SP, Oscar Vilhena Vieira, que resumo aqui, apenas como uma introdução ao post.

“É muito comum encontrar pessoas que associam os direitos humanos com a defesa do crime ou ao menos dos criminosos. Esta associação não é fundada num simples equívoco, pois como os criminosos também são humanos, eles têm direitos.”

“Durante muito tempo acreditou-se que havia uma incompatibilidade entre direitos humanos e segurança pública. E evidente que as diversas garantias atribuídas aos suspeitos e aos réus em um processo judicial tornam mais onerosos o trabalho daqueles que tem por missão responsabilizar os criminosos.”

“Não é incomum ouvirmos por parte de autoridades e de segmentos mais nacionalistas da população a queixa de que, a ação do movimento de direitos humanos é parte de uma conspiração internacional voltada a limitar nossa soberania;”

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Observatório de Direitos Humanos em Guarulhos:

Ignorância sobre o assunto

Preconceito velado

Falta de experiência

Desconhecimento dos próprios direitos

Finalizando, com um resultado adequado à nossa sociedade, no sentido mais amplo da palavra, a Mostra recebeu o número de 20 visitantes. Adolescentes, mulheres e homens com uma visão de mundo consciente e engajada.

Mesmo diante de algumas variáveis que influenciaram no resultado, o objetivo da exibição dos filmes foi alcançado: mostrar outras realidades e propiciar uma reflexão a respeito dos “Direitos Humanos” naqueles que assistirem, por meio de filmes acessíveis (com legenda, com audiodescrição  e diversos idiomas).

A seguir, algumas fotos de alguns momentos da exibição dos filmes, pois não tivemos a visita da imprensa em nenhum dos quatro dias do evento.

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Valeu!

Me reporto novamente ao professor Oscar, que conclui seu artigo, com o qual concordo, dizendo:

A gramática dos direitos humanos está fundada no pressuposto moral de que todas as pessoas merecem igual respeito umas das outras. Somente a partir do momento em que formos capazes de agir em relação ao outro da mesma forma que gostaríamos de que agissem em relação a nós é que estaremos conjugando essa gramática corretamente. Os argumentos de que direitos humanos são direitos de bandidos, de que atrapalham a atuação das polícias ou de que minam a soberania do Estado buscam destruir essa lógica. Aderir a qualquer desses argumentos significa assumir a proposição de que algumas pessoas tem mais valor, outras menos, e de que ao Estado e seus funcionários cabe fazer a escolha de quais deverão ser respeitadas e quais poderão ser submetidas à exclusão, à tortura, à violência e à discriminação.

Acompanhe a movimentação da Mostra no Facebook, na página do evento! Clique aqui.

Filme exibido ontem, exclusivamente:

CABRA MARCADO PARA MORRER

Para quem não tem paciência, há curtas muito lindos:

SOPHIA

A diversidade cultural vista através dos olhos dessa minoria étnica que está, agora, sendo valorizada:

RIO CIGANO

A realidade nua e crua, bem perto de nós, mineiros:

A VIZINHANÇA DO TIGRE

Um projeto de “Cinema e Audiovisuais” realizado em várias regiões do país;

PELAS JANELAS

E a vida continua, após a tortura!

QUE BOM TE VER VIVA

 

Este é o modelo de kit que recebemos, elaborado pela produção da Mostra: “os kits contêm obras que buscam suscitar o debate sobre os direitos humanos em âmbito nacional”.

Kit da mostra

A Biblioteca Comunitária Novo Horizonte convida a todos para prestigiar a Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul, que será exibida no Rotary Club, em São Gonçalo do Sapucaí, entre os dias 14 e 17 de fevereiro de 2015.

Os filmes – seis ao todo – serão exibidos gratuitamente a partir das 13 horas, e abordarão temas como golpe militar, enfrentamento da homofobia, questões culturais e territoriais da população indígena, direito das pessoas com deficiência, entre outros.

A exibição faz parte do Projeto Democratizando, uma iniciativa integrante da Mostra e será realizada em todo o Brasil até o mês de março. Por meio do projeto, pontos de exibição de todo o país se inscreveram para receber os kits elaborados pela produção da Mostra; os kits são gratuitos e contêm obras suscitam o debate sobre os direitos humanos em âmbito nacional. Um desses pontos será a cidade de São Gonçalo do Sapucaí, que foi inscrita no projeto pela Biblioteca Comunitária “Novo Horizonte”.

São apoiadores do projeto na cidade: a Prefeitura Municipal juntamente com o Departamento de Cultura e Turismo, que realizam a divulgação e também cederão cadeiras e aparelhagem de som e vídeo para exibição dos filmes; e o Rotary Club, que emprestará seu espaço para a realização do evento.

Para obter mais informações sobre a mostra de filmes, entre em contato com Vanusa Reis Eugênio, idealizadora da biblioteca comunitária, pelo telefone (35) 3241-3487 / 8835-9062 ou através do email bcnovohorizonte@yahoo.com.br.

Confira a programação dos filmes:

 Pelas janelas

Início: 13h

Duração: 35 minutos

Classificação: Livre

Sophia

Início: 13h40

Duração: 15 min.

Classificação: Livre

A vizinhança do tigre

Início: 14h

Duração: 95 min.

Classificação: 12 anos

Cabra marcado para morrer

Início: 15h40

Duração: 119 min.

Classificação: 12 anos

Rio Cigano

Início: 17h45

Duração: 80 min.

Classificação: 14 anos

Que bom te ver viva

Início: 19h10

Duração: 95 min.

Classificação: 16 anos

9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul

DEMOCRATIZANDO

08 de janeiro a 31 de março de 2015

Veja a lista completa dos Pontos de Exibição

clicando no link abaixo

http://www.mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br/2014/democratizando/

Publicado por: bcnh | 26/01/2015

Os números de 2014 – poucos, mas concretos!

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 730 vezes em 2014. Se fosse um bonde, eram precisas 12 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

Em primeiríssima mão:

A Biblioteca Comunitária Novo Horizonte foi selecionada como um dos pontos de exibição da “9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul”.

O Projeto Democratizando é uma iniciativa integrante da 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul. Por meio do projeto, pontos de exibição de todo o país se inscreveram para receber os kits elaborados pela produção da Mostra; os kits contêm obras que buscam suscitar o debate sobre os Direitos Humanos em âmbito nacional. Além disso, os espaços inscritos poderão organizar palestras, workshops e outros tipos de encontro para discutir Direitos Humanos e outros temas relacionados.

Fonte: http://mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br/2014/democratizando/

PRECISAREMOS DE PARCEIR@S!

Escolas, Centros Comunitários, Igrejas, Salões de Reunião, Clubes e demais espaços democráticos e acessíveis a todo cidadão poderão solicitar a apresentação de filmes ou de palestras sobre Direitos Humanos  e temas relacionados.

Para participar, ajudar ou receber a “Mostra”, favor entrar em contato, obrigada!

2014 está sendo um ano de grandes desafios para mim, mas Deus tem proporcionado grandes vitórias com a definição e resolução de grandes questões em minha vida; o que me dará menos preocupações e mais liberdade para assumir novos projetos ou me dedicar mais a outros que necessitam do meu empenho, como é o caso da Biblioteca Comunitária Novo Horizonte!

Ano vem, ano vai, estamos aqui firmes, realizando nosso trabalho de formiguinha em prol do acesso à leitura.

Desejo um excelente final de ano e um início esplêndido do ano de 2015. Aguardem as novidades!

Feliz 2015

Me apoderei da mensagem do Movimento por Um Brasil Literário, pois são esses mesmos desejos que possuo para 2015. Até lá!

Publicado por: bcnh | 24/08/2014

Vamos falar sobre oportunidade!

Enquanto todas as outras bibliotecas estão fechadas, inclusive hoje, sábado (ontem, já que são 00h26m!!), a Biblioteca Comunitária Novo Horizonte permanece sempre aberta.

Democratizar o acesso aos livros e à leitura independe do poder público, basta um gesto voluntário, de boa vontade. Mas, sem políticas públicas que apoiem tais iniciativas fica inviável criar oportunidades para todos.

Geralmente as bibliotecas públicas ficam localizadas no centro das cidades e a distância dos bairros da periferia cria uma barreira para o acesso do leitor infantil e juvenil. As bibliotecas escolares auxiliam nos empréstimos dos livros, mas com dia e horário marcado para retirar e para entregar.

A biblioteca comunitária não, ela está sempre aberta e é tão pertinho da nossa casa que só de passar na porta já dá vontade de entrar para pegar um livro! Pois bem, aqui é assim e foi o que fizeram estas crianças:

2014-08-23 14.07.56

2014-08-23 11.36.35

Agora, falando sério, estou lendo por aí que não houve investimentos em Cultura nos últimos 10 anos, eu discordo. Desde 2003 quando o Governo Federal expandiu as políticas públicas, antes cartelizadas com a tradicional e antiga Lei de Incentivo, e foi elaborada uma nova forma de democratizar o acesso aos financiamentos culturais, com a abertura de editais públicos, que o MinC conseguiu atingir seu objetivo: financiar centenas de projetos culturais no Brasil todo e não apenas no eixo Rio-São Paulo, como havia sido até então.

“Nunca antes na história deste país” houve tantos editais para a distribuição da verba para a cultura. Um deles foi o Edital para a seleção de Pontos de Leitura que, pela primeira vez, aceitou o cadastramento de iniciativas de pessoas físicas. A Biblioteca Comunitária Novo Horizonte foi selecionada e é reconhecida pelo Ministério da Cultura como Ponto de Leitura, desde 2008, quando foi contemplada com livros, móveis e equipamentos para bibliotecas.

Com a criação do Plano Nacional do Livro e Leitura, em 2006, “retomou a luta pelo livro, a leitura, as bibliotecas e a literatura com a necessária perspectiva e escala de política pública” (Antonio Cândido).  Em 2009, foi sancionada pelo então Presidente da República a Lei 11.899/2009, de autoria do senador Cristóvão Buarque, que “institui o Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura. Em 2010/2011, foram lançados diversos editais do Programa de Livros de Baixo Preço, para a compra direta das bibliotecas nas livrarias, com pagamento realizado através do Cartão do Livro.

A gestão democrática confia na força do povo e no trabalho do cidadão brasileiro, e conta com a participação de todos para democratizar o acesso dos bens materiais e imateriais. É criar oportunidades onde antes não havia. Claro que nem todos gostam de repartir o que possuem, mas democratizar o acesso ao livro e à leitura é oportunizar um futuro melhor para nossas crianças. Um futuro promissor!

Se cada um fizer a sua parte para contribuir para a democratização e para que as políticas públicas de acesso à cultura permaneçam, já será um grande avanço.

Se cada município tiver a sua Lei de Incentivo à Cultura e o seu Plano Municipal de Livro e Leitura, entre outras ações e projetos, muito mais pessoas terão acesso aos bens culturais; além de proporcionar mais emprego para os artistas que precisam ficar trabalhando somente nas cidades vizinhas por falta de uma política pública municipal que o apoie.

Se quiser saber mais a respeito de como participar das ações do Ministério da Cultura, acesse Projetos Incentivados.

Conheça as metas do Plano Nacional de Cultura! 

Publicado por: bcnh | 02/08/2014

“Chico Cica” em São Gonçalo do Sapucaí.

TEATRO em São Gonçalo do Sapucaí… novidade!!!!

Foi muito bom de se ver, muito engraçado e divertido.

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