A partir da Resolução Conjunta SEE e SEC nº 06/2016… leia mais aqui

Foi nomeado o grupo de trabalho do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas de MG, saiba quem são os representantes, aqui.

“O plano deverá valorizar alguns fatores identificados pela UNESCO como “necessários para existência expressiva de leitores em um país”:

– o livro deve ocupar destaque no imaginário nacional, sendo dotado de forte poder simbólico e valorizado por amplas faixas da população;

– devem existir famílias leitoras, cujos integrantes se interessem vivamente pelos livros e compartilhem práticas de leitura, de modo que as velhas e novas gerações se influenciem mutuamente e construam representações afetivas em torno da leitura;

– deve haver escolas que saibam formar leitores, valendo-se de mediadores bem formados (professores, bibliotecários, mediadores de leitura) e de múltiplas estratégias e recursos para essa finalidade.”

Espero, ansiosamente, pelos resultados!

A primeira medida desse governo ilegítimo foi extinguir o ministério da Cultura, e isso guarda um simbolismo muito grande, porque o Ministério da Cultura foi a primeira criação da redemocratização, então, no momento em que o Brasil conquista a democracia o Ministério da Cultura surge como um instrumento de qualificar o Estado na sua relação com toda área criativa; com as artes, com o mundo simbólico do país. E no momento que um governo ilegítimo tenta interromper esse processo democrático: a gente tem a extinção do ministério! Mas, o ministério voltou por força da resistência dos artistas, dos trabalhadores da Cultura, dos gestores e da sociedade como um todo. Agora, a recriação do ministério da cultura não resolve o problema  porque cultura exige democracia para ela se desenvolver, exige liberdade de expressão plena, exige republicanismo… ninguém pode ser perseguido, discriminado e preterido por suas opiniões políticas. Os artistas precisam de um território de liberdade muito grande e o Estado tem que ter uma responsabilidade em cumprir seu papel.

A responsabilidade do Estado junto à cultura é intransferível. A área privada tem um papel, a sociedade tem um papel e o Estado tem um papel. Se a gente quer garantir desenvolvimento cultural pro país, ao acesso de todos os brasileiros e brasileiras e ao acesso em todas as regiões do Brasil, o Estado tem uma responsabilidade enorme. São muitas: é responsabilidade de preservação do patrimônio, é responsabilidade no sentido de garantir a infraestrutura necessária: bibliotecas, centros culturais…  que financia atividades que não são rentáveis e só o Estado pode assumir essa responsabilidade. É muito ampla a responsabilidade do Estado na garantia que o país terá o desenvolvimento cultural como um dos principais ativos para enfrentar todos os desafios do século 21.

Esse governo não tem essa possibilidade; porque essa medida de extinguir o ministério e o retorno do ministério da Cultura, fruto de uma pressão, é muito significativa no sentido de como eles veem a questão. O neoliberalismo não tem condições de ter um projeto de nação que incorpore a cultura. Então nós vamos viver momentos difíceis e já estamos vivendo. Uma série de direitos e uma série de processos culturais, que vinham sendo construídos desde 2003, alguns até anteriormente, que nós herdamos dos primeiros governos da redemocratização, estão ameaçados hoje; e nós vamos ter que enfrentar isso. A sociedade brasileira, os artistas, vão ter que manter a mobilização no sentido de garantir esses direitos e esses processos culturais.

Nós temos investimentos importantes, hoje, na cultura. Nós Somos ultra bem-sucedidos com o cinema e com o áudio visual,  hoje, a atividade é superavitária, rende mais do que é investido pelo governo, o que mostra que cultura é investimento, cultura não é despesa. É preciso ampliar inclusive essa responsabilidade do Estado. Chegamos num estágio e a gente precisa ir mais adiante…

Juca Ferreira – Ex-ministro da Cultura

Publicado por: bcnh | 04/06/2016

Eu faço parte!

Clique aqui: Biblioteca Comunitária Novo Horizonte faz parte dessa história

 

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Publicado por: bcnh | 25/04/2016

Tudo a seu tempo!

Trago novidades, desta vez, concretas!

Vocês já me ouviram dizer que “uma andorinha só não faz verão!” Pois bem, eu acredito realmente que uma andorinha só não é capaz de fazer verão, mas, também acredito que, mesmo sozinha, é ela que o mantém vivo. Se todas as andorinhas desistirem de fazer verão, apenas por estarem sozinhas, o verão acabará. Fé e persistência são duas palavras que estão muito vivas no meu vocabulário.

A Biblioteca Comunitária Novo Horizonte, como sabem, está ativa desde 2006. Como ela se confunde comigo, pois é uma iniciativa particular e voluntária e não possui ajuda de nenhuma instituição ou órgão público ou privado, nos últimos quatro anos em que estive me dedicando aos estudos, na UFLA (me formarei no próximo dia 29/04/2016), as atividades da biblioteca acabaram ficando em segundo ou terceiro plano, visto que, além de universitária, continuei sendo funcionária pública e mãe de família em tempo integral.

Mas o que importa hoje é que, ontem, dois amantes da leitura se juntaram a mim e abraçaram o projeto. Pretendemos, além de dar continuidade às ações em prol do livro, da leitura e da cultura, reorganizar o acervo, informatizá-lo, institucionalizar a biblioteca, legalizando-a, buscando ampliar as suas ações e, principalmente, conquistar o tão sonhado espaço próprio que ela merece ter.

Fiz um pequeno vídeo em agradecimento ao Pablo e à Raphaela, que posto abaixo. Abraços a todos!

Publicado por: bcnh | 19/10/2015

A esperança é a última que morre, mesmo!!!

Depois de tanto tempo pelejando com a Biblioteca Comunitária Novo Horizonte, sem apoio, sem a participação efetiva da comunidade, sem parceiros, sem patrocínio, sem um lugar adequado… finalmente, alguém resolveu abraçar a causa de verdade, com ações concretas!

Se o projeto da Biblioteca Comunitária Novo Horizonte desse retorno, desse visibilidade, desse “IBOPE”, se aparecesse na mídia, se levasse nome de pessoas e nome de empresas nas suas ações, quem sabe já tivéssemos uma sede própria, um local adequado, mais eventos culturais, mais apoiadores, mais voluntários! Vejo tantas reportagens sobre bibliotecas iguais a essa nos jornais locais e nacionais, nos programas de auditório, nos programas de reportagens especiais (que me alegram muito), mas, não! Aqui, os empréstimos domiciliares de livros são feitos no interior da minha casa, onde não há holofotes na fachada, não há, sequer, uma placa indicando o nome do local. Mas, que há dez anos vem alimentando a imaginação de crianças e adolescentes que cresceram tendo acesso à leitura de forma gratuita, bem próximo de suas casas, para pegarem livros e lerem na hora que quiserem e o livro que gostarem.

Minha esperança, desde 2006, quando ela foi idealizada e organizada, sempre foi que a própria comunidade assumisse o seu funcionamento, mas, para isso, é preciso ter uma sede, um local bonito, que atraia os leitores e que seja de fácil acesso para todos, crianças e adultos. Meu maior problema aqui em casa, é que os jovens e adultos “não gostam de incomodar”! Eles acham que me chamar para pegar livro é incômodo. Mal sabem eles, que é um prazer!

Bem, mas, o que me trouxe aqui hoje, é para dizer sobre uma excelente novidade: A Biblioteca Comunitária Novo Horizonte foi adotada e já estamos trabalhando para conseguir construir uma sede para ela.

Deus ouviu minha preces e tocou no coração do Alexandre da Silva, coordenador da comunidade de Santa Terezinha! Por enquanto, Deus lhe pague!

Em breve postarei mais novidades, mas, em breve precisaremos de apoio bem concreto! rsrsrsr.

Deixo aqui as imagens de um querido leitor, que gosto muito: o André, meu amiguinho! Fiquei muito feliz ao descobrir que, agora, ele é essa pessoinha interessada na leitura de livrinhos e gibis! Parabéns à professora que o alfabetizou. Ele está lendo muito bem!

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Infelizmente, os integrantes do grupo decidiram pela não adesão e resolveram levar adiante somente as atividades da Biblioteca São José. Eu, porém, darei continuidade ao grupo e ao projeto. 

Informo a todos que foi criado na rede social conhecida como “Face” um grupo para interação das pessoas que queiram participar da fundação da Associação dos Amigos das Bibliotecas Comunitárias de São Gonçalo do Sapucaí.

Ele servirá para interagirmos, mantermos contato e trocarmos ideias até a chegada da nossa próxima reunião, que acontecerá no dia 04/10/2015 às 16h30min, na  Biblioteca Comunitária Novo Horizonte, à Rua João Carvalho da Silva Júnior, 35 – Bairro Novo Horizonte.

A futura associação “ABICOM.SGS” contou, em sua primeira reunião, com a presença de oito pessoas. A reunião foi organizada pela Irmã Sérvula Barbosa, da Congregação das Irmãs da Providência de GAP no Brasil, a partir da necessidade de conseguir mais pessoas para ajudar na organização do acervo e na realização das atividades literárias da biblioteca comunitária já existente naquela comunidade, a Biblioteca Comunitária São José, que foi idealizada pelo Sr. João Arnaldo Rufino.

A minha participação foi solicitada com o intuito de relatar minha experiência como idealizadora e gestora da Biblioteca Comunitária Novo Horizonte, lutando pela sua implantação, organização e manutenção, que completará 10 anos em novembro/2015.

Estiveram presente alguns e algumas simpatizantes da causa do livro e da leitura.

A ideia da associação nasceu junto com a Biblioteca Comunitária Novo Horizonte, a partir do seu projeto inicial, chamado “Uma Biblioteca em Cada Bairro”. Diante das várias circunstâncias negativas que se seguiram, como falta de apoio, falta de verba, falta de sede própria, falta de pessoas envolvidas com ele, acabei realizando apenas os empréstimos domiciliares, fazendo a minha parte sozinha mesmo.

Na reunião, aproveitando a oportunidade, propus ao grupo de pessoas que me ajudassem com a legalização do projeto; foi sugerido a substituição do termo “bairro” por “comunidade”. Portanto, o projeto norteador da associação é “Uma Biblioteca em Cada Comunidade”. Isso se deve à facilidade de dividir a cidade em um número menor de grupos, com uma abrangência maior, além disso, todos os envolvidos já são pessoas engajadas nessas comunidades, mas, nas atividades religiosas. Portanto, são pessoas que dedicam sua vida a servir ao próximo e, nada melhor, do que fartar o próximo com atividades literárias!

Se quiser participar desse importante movimento em nossa cidade,

Acesse:

https://www.facebook.com/groups/abicom.sgs/

“Uma andorinha só não faz primavera” (Aristóteles)

É isso ai, tenho a honra de dizer que ontem, 17/08/2015, aconteceu a primeira reunião de apoio às bibliotecas comunitárias de nossa cidade: a Biblioteca Comunitária Novo Horizonte e a Biblioteca São José.

Com o apoio logístico da Irmã Sérvula e a presença de simpatizantes e amantes do livro e da leitura tivemos nosso primeiro encontro para definir os pontos que necessitam da ajuda de mais pessoas e também para criarmos um cronograma dos trabalhos que deverão ser realizados em ambas as bibliotecas comunitárias, assim que o acervo estiver devidamente organizado e as ações literárias já com os devidos responsáveis cientes do seu compromisso com os usuários.

A princípio, como é de praxe, pensa-se que é só reunir a criançada e ler uma historinha infantil, mas, as bibliotecas são mais que isso, mais que um espaço informal de leitura. Elas são a única oportunidade de acesso ao livro, à leitura e à cultura dentro das nossas comunidades. São elas que aproximam o leitor do livro, sem ter que ir para longe da sua casa ou do seu bairro. É na biblioteca comunitária que os pequenos leitores podem ir com a mamãe ou sem a mamãe para pegar livros, pois é pertinho de casa; é nesse espaço que os adolescentes se encontram para comentar sobre aquele livro que todos já leram e adoraram; é nessa casa que os alunos da escola do bairro pode pegar a enciclopédia para fazer o seu trabalho sobre o Folclore ou sobre o Corpo Humano! Ah! Como é bom facilitar o acesso, fazer/ser essa ponte entre a criança/jovem/adulto e os livros!!

Pois bem, nossa segunda reunião acontecerá em breve e todos os amantes da leitura e voluntários serão convidados. Basta levar a sua boa vontade e o seu amor aos livros, que será bem vindo.

Em breve mais novidades!

PS: A Biblioteca São José é a biblioteca do João Arnaldo Rufino, no Bairro São José. Agora ela está funcionando na antiga casa onde eram celebradas as missas. A Biblioteca Comunitária Novo Horizonte continua no mesmo lugar, na minha casa!!!

Até mais ver! Abçs.

Vanusa

O título da palestra me atraiu logo de cara, pois tem tudo a ver com o meu Trabalho de Conclusão de Curso que está quase saindo do forno!

É um título intrigante que nos remete a vários questionamentos:

  1. O que é ser um leitor literário?
  2. Quem é o responsável pela formação deste tipo de leitor?

Riter disse que “escrever um livro não é só contar uma história”, quando se conta uma história é preciso “contar” a história, com todo o seu “modo de dizer”! Disse ainda haver alguns mitos na formação do leitor literário, especialmente nas escolas, como:

  1. “Ler não é só prazer de passatempo”, sempre se está aprendendo alguma coisa quando se lê.
  2. “Crianças leem, adolescentes não!” Essa é uma das maiores mentiras que eu conheço. Riter afirmou que se um adolescente não gosta de ler: “ou é uma questão de metodologia ou de erro metodológico”
  3. “Liberdade” – Se o professor, disse ele, “abre mão de seu papel de orientador” o “aluno pouco cresce como leitor, à medida em que não é desafiado”.
  4. “O livro é caro”! Para Riter, o livro não é caro só não é reconhecido como necessidade. Assim que for criada um cultura do livro na cidade, a partir das bibliotecas familiares a história da leitura mudará.

Apontou algumas ideias sobre o “papel do educador como formador e levantou a dúvida: “formador de leitores ou dos leitores!”

A motivação para se formar leitores é prepará-los para “usar a literatura para formar valores estéticos de forma subliminares” e o que isso quer dizer? Só participando de outra palestra ou adquirindo  e lendo o livro do autor e educador Caio Riter:  A Formação do Leitor Literário em Casa e na Escola .

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O professor deve “perguntar o que o aluno achou do livro, e não mostrar a minha visão do livro” e, em busca dessa metodologia acertada o educador deve, antes de tudo, ser um “apaixonado pela leitura”.

Segundo o autor, o professor apaixonado:

  1. “consome livros”;
  2. “tem a ficção e a poesia por necessidade”;
  3. “faz da leitura uma prática de vida e não uma contingência de trabalho”;
  4. “partilha leituras”;
  5. “fala com paixão sobre seus livros do coração”;
  6. “livros de qualidade são sempre presença em sua prática”.

Como já disse, contar uma história é “contar” uma história,  e exige alguns aspectos relevantes:

  1. “Contar histórias não é fazer declamação ou teatro. É fazer o uso simples e harmônico da voz;”
  2. “Ler o livro antes, bem lido.”
  3. “Transmitir confiança”;
  4. “Passar pelo seu gostar”
  5. “Criar um clima de envolvimento, de encantamento, dar pausas, intervalos, etc.”
  6. ……………… perdi! rsrsrsrsr
  7. “Usar as modalidades e possibilidades;
  8. “Usar códigos”: Era uma vez…, Fim…
  9. “Mostrar aos ouvintes que o que se ouviu está impresso em um livro”.

Para formar leitores:

  1.  Uma “leitura com objetivo; por exemplo: leia este livro percebendo tal coisa;
  2. Fazer “relações intertextuais;
  3. Ir ao encontro das expectativas do leitor, para, em seguida, rompê-las;
  4. Utilizar sempre um “roteiro de leitura”

Foi uma excelente palestra! Parabéns aos organizadores. Vejam abaixo, algumas fotografias:

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Como sempre faço, agradeço a quem contribuiu para que pudéssemos ir à Belo Horizonte: a Prefeitura Municipal, por meio do Departamento de Cultura, do Gabinete do prefeito e do Departamento de Assistência Social. Meu muito obrigada. Deus lhes pague!

Agora, umas fotos lindas do trajeto (apesar da uma hora e meia de atraso, devido a obras na estrada!)

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Pronto! Acabei de realizar o cadastro para o “Um Poema em Cada Árvore” que acontecerá em setembro/2015.

Quem quiser participar basta enviar um poema de sua autoria para bcnovohorizonte@yahoo.com.br, tem que ter o tamanho de uma folha A4 e a letra não pode ser muito pequena. Ele será divulgado juntamente com os outros na data do evento.

No dia precisarei de ajuda para preparar o local, que ainda será decidido.

Interessados, favor manifestar-se nos comentários ou por mensagem.

Pode ser no Face mesmo:

https://www.facebook.com/vanusa.eugenio

Desde já agradeço. Vanusa.

UMPOEMAEMCADAARVORE.COM.BR|POR _____________________________________

Hoje foi dia de aventura, bebê!!!

Foi puxado, viu! Subir a serra de manhã e só descer após o meio-dia; só almoçar às três da tarde… não tem preço!

Hoje a Biblioteca Comunitária Novo Horizonte foi passear num dos lugares mais altos e mais lindos da nossa região: a Pedra Preta, no Distrito de Ferreiras.

Para ajudar no apoio aos ciclistas, estivemos lá na serra a manhã toda e, como não havia muito oque fazer até eles chegarem, disponibilizei alguns livros que permaneceram quase que imperceptíveis aos olhos dos ironman’s que por lá passaram.

Mas, quando a galera do turismo ecológico chegou, todo mundo teve um tempinho para tirar umas fotos e até dar uma folheada nos livros!!!

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Então, o brasileiro só não lê mais porque não possui mais acesso aos livros!!!

Publicado por: bcnh | 12/07/2015

Reconhecimento

Até dezembro, se Deus continuar me abençoando, concluirei a graduação em Letras – Língua Portuguesa e Suas Literaturas, na UFLA (Universidade Federal de Lavras). Este semestre está sendo muito puxado: estágio, projeto de pesquisa, atividades no AVA, relatório, TCC… e a biblioteca comunitária continua em funcionamento, apesar de todas as minhas outras atribuições (casa, filhos, dever de casa, aula, catequese…). Infelizmente, tive que abrir mão de algumas coisas devido à minha incapacidade de ficar sem dormir!!! hahahaha.

Pois é, embora eu consiga dormir apenas 4 ou 5 horas, em algum momento o cansaço bate à porta e eu tenho que recarregar a bateria. Mas, não poderia deixar de registrar um episódio que muito me alegrou. Um pequeno gesto, em forma de bilhete, que recebi de uma usuária muito querida: Emerentina. Moça dedicada, inteligente e muito, muito educada. Emprestei-lhe alguns livros há algum tempo e, na sexta, ao recebê-los de volta tive a grata surpresa de ler aquelas poucas linhas que me emocionaram e resumiram muito bem o trabalho voluntário que realizo com tanto amor e desprendimento.

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Emprestar livros para a comunidade é uma das minhas maiores alegrias. Gostaria de receber o apoio necessário para abrir uma sede própria da biblioteca, de organizar melhor o acervo, de mantê-la aberta diuturnamente, de ter pessoas engajadas que me ajudassem a mantê-la sempre à disposição de todos, mas, essa ainda não é a nossa realidade. Então, me contento em fazer a minha parte no incentivo à leitura. Se cada um fizer apenas a sua parte, independente da opinião contrária dos outros, ou apesar de recebermos apenas “apoio moral”, com certeza formaremos novos e novos leitores! E isso é o que importa: a qualidade, não a quantidade.

Admiração. O nosso reconhecimento cortês de que outra pessoa se assemelha a nós.
Ambrose Bierce

Emerentina, agradeço-lhe de coração!

Um abraço a todos e até qualquer dia!

Publicado por: bcnh | 14/03/2015

Mesa Redonda – Dia do Bibliotecário na BSP

Meu grande interesse pelo evento foi  aguçado pelo tema da mesa redonda:

BIBLIOTECA PÚBLICA E EDUCAÇÃO: OS DESAFIOS PARA FORMAR LEITORES.

Como  estou prestes a me formar no curso Letras Português e Suas Literaturas, pela Universidade Federal de Lavras, a oportunidade de unir assuntos como biblioteca, educação e formação de leitores realmente me atraiu.

Faltava apenas um incentivo e apoio, que me foi dado pelo Professor Moisés. Ao conversarmos sobre uma doação de livros para a Biblioteca Comunitária Novo Horizonte, percebemos que temos diversas afinidades e praticamente os mesmos interesses: fortalecer o acesso à leitura e a formação de leitores em nossa cidade, São Gonçalo do Sapucaí.

O evento começou pontualmente às 08h30m, com um café da manhã.

Inicialmente fomos apresentad@s ao inusitado romancista, contista e poeta Ferréz –  “um híbrido de Virgulino Ferreira (Ferre) e Zumbi dos Palmares (Z)”. Ele discorreu sobre vários assuntos, depois leu diversos contos seus, cada um mais impactante que o outro. Foi ótimo.

Depois dele, foi composta a mesa redonda com as convidadas: Patrícia Konder Lins e Silva, Nilma Lacerda e Elisa Machado. E o assunto, claro, foi literatura, livros, escola, biblioteca, aprendizagem, etc… De toda a conversa pudemos pinçar pérolas, diamantes e brilhantes. Formamos um colar de pedras preciosas que jamais deixarão nossos pensamentos. Algumas eu consegui anotar, como:

“A entrada da escola deveria ser pela biblioteca.”

“Biblioteca é lugar de aprendizagem.”

“Leitor de literatura é a experiência mais sofisticada que há.”

“Biblioteca é um lugar de docência.

“Ler tem que produzir sentido.”

Foram sugeridos livros, filmes, poemas, contos, sites e blogs sobre o tema,  a todo momento; Patrícia Konder nos falou a respeito dos “Nativos digitais” , termo proposto por Marc Prenski para referir-se às crianças do século XXI e, “imigrantes digitais”, para aqueles que nasceram antes do ano 2000. Foram feitas leituras de trechos de livros e de biografias de autores, pela professora Nilma, durante toda a sua fala. Foi simplesmente emocionante. Elisa Machado abordou a questão das políticas públicas em prol do livro, da leitura e da literatura, fazendo uma retrospectiva dos seus últimos anos à frente do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, do qual se desligara na sexta-feira passada ( 06/03/2015). Disse que ” poderia terem sido eleitas outras atividades como esporte, parque, etc. Foi escolhida a biblioteca.” Motivo pelo qual esta onda de apoio e incentivo às bibliotecas, ao livro, à leitura e à literatura nunca tenha sido tão forte no país, desde então.

Se eu pudesse transcreveria cada palavra de cada uma das participantes, além, claro, das da própria organizadora do evento,  Adriana Cybelle Ferrari que nos apresentou as diretrizes que norteiam o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Estado de São Paulo  e todas as atividades que são realizadas na própria Biblioteca de São Paulo que, aliás, é um espetáculo.

Estiveram presentes bibliotecários e bibliotecárias de todo o Estado de São Paulo, e eu, a mineirinha!

Em breve postarei as fotografias do evento.

Publicado por: bcnh | 10/03/2015

Dia do Bibliotecário na BSP – SÃO PAULO

Dia do Bibliotecário na BSP – SÃO PAULO

MESA-REDONDA

BIBLIOTECA PÚBLICA E EDUCAÇÃO: OS DESAFIOS PARA FORMAR LEITORES

 Com a participação das convidadas:

Elisa Machado
Bibliotecária, doutora em Ciência da Informação e docente da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Foi diretora do Departamento de Bibliotecas Públicas da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo no período de 2001 a 2003 e, atualmente, é coordenadora geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas da Fundação Biblioteca Nacional.
Nilma Lacerda
Escritora, poeta, cronista, roteirista de cinema, tradutora, pesquisadora e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense. É mestra e doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estreou na literatura em 1985 com o romance Manual de Tapeçaria.  Na sequência, publicou duas novelas: Dois passos pássaros/E o voo arcanjo (1987) e Viver é feito à mão/ Viver é risco em vermelho (1989). Tem obras publicadas para adultos, jovens e crianças. Entre outros, recebeu os prêmios Orígenes Lessa e Jabuti de Literatura Juvenil com as Fatias do Mundo em 1997. Várias de suas publicações para jovens receberam o selo de Altamente Recomendável pela FNLIJ.
e Patrícia Konder
 Pedagoga, também cursou as faculdades de Sociologia, Biologia, Letras e Filosofia. Desde 1985 é orientadora pedagógica da Escola Parque no Rio de Janeiro. É vice-presidente da Associação Brasileira de Educação (ABE) e anualmente ministra palestras e participa de eventos como o Congresso Nacional de Neurociências e Tecnologia, Congresso Internacional da Escola de Pais, Congresso do Livro Digital ( 2013). Proferiu palestra no 7º Seminário Biblioteca Viva e apresentou-se no TED X RIO Metrópole (2014). É autora do livro Inteligência se Aprende – publicado pela Editora Casa da Palavra, e de um capítulo no livro Vivendo esse Mundo Digital – publicado pela Editora ArtMed. Escreve para jornais e revistas sobre temas relacionados à Educação.
Mediação: Adriana Cybele Ferrari

Para maiores informações, clique aqui

“Direitos humanos” são duas palavras que andam sempre juntas, mas que, por estarem sempre juntas, perderam seu individualismo. Então, vamos lá, destrinchá-las, só para refrescar a memória.

De acordo com o dicionário Aulete, a palavra DIREITO significa:

8. O que deve ser possível a cada um na vida em sociedade, e de acordo com suas leis, sua ética etc.

9. Poder, prerrogativa legal. 

Portanto, ter direito é uma prerrogativa legal de que todos devemos (ou deveríamos) ter as mesmas chances, oportunidades.

Ainda, de acordo com o Aulete, a palavra HUMANO significa:

1. Ref. ao homem, à sua natureza e condição. 

3. O ser humano; CRIATURA; HOMEM; INDIVÍDUO 

Daí, quando se juntam essas duas palavras acontecem três situações, chamadas de teses pelo professor de Direito da PUC-SP, Oscar Vilhena Vieira, que resumo aqui, apenas como uma introdução ao post.

“É muito comum encontrar pessoas que associam os direitos humanos com a defesa do crime ou ao menos dos criminosos. Esta associação não é fundada num simples equívoco, pois como os criminosos também são humanos, eles têm direitos.”

“Durante muito tempo acreditou-se que havia uma incompatibilidade entre direitos humanos e segurança pública. E evidente que as diversas garantias atribuídas aos suspeitos e aos réus em um processo judicial tornam mais onerosos o trabalho daqueles que tem por missão responsabilizar os criminosos.”

“Não é incomum ouvirmos por parte de autoridades e de segmentos mais nacionalistas da população a queixa de que, a ação do movimento de direitos humanos é parte de uma conspiração internacional voltada a limitar nossa soberania;”

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Observatório de Direitos Humanos em Guarulhos:

Ignorância sobre o assunto

Preconceito velado

Falta de experiência

Desconhecimento dos próprios direitos

Finalizando, com um resultado adequado à nossa sociedade, no sentido mais amplo da palavra, a Mostra recebeu o número de 20 visitantes. Adolescentes, mulheres e homens com uma visão de mundo consciente e engajada.

Mesmo diante de algumas variáveis que influenciaram no resultado, o objetivo da exibição dos filmes foi alcançado: mostrar outras realidades e propiciar uma reflexão a respeito dos “Direitos Humanos” naqueles que assistirem, por meio de filmes acessíveis (com legenda, com audiodescrição  e diversos idiomas).

A seguir, algumas fotos de alguns momentos da exibição dos filmes, pois não tivemos a visita da imprensa em nenhum dos quatro dias do evento.

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Valeu!

Me reporto novamente ao professor Oscar, que conclui seu artigo, com o qual concordo, dizendo:

A gramática dos direitos humanos está fundada no pressuposto moral de que todas as pessoas merecem igual respeito umas das outras. Somente a partir do momento em que formos capazes de agir em relação ao outro da mesma forma que gostaríamos de que agissem em relação a nós é que estaremos conjugando essa gramática corretamente. Os argumentos de que direitos humanos são direitos de bandidos, de que atrapalham a atuação das polícias ou de que minam a soberania do Estado buscam destruir essa lógica. Aderir a qualquer desses argumentos significa assumir a proposição de que algumas pessoas tem mais valor, outras menos, e de que ao Estado e seus funcionários cabe fazer a escolha de quais deverão ser respeitadas e quais poderão ser submetidas à exclusão, à tortura, à violência e à discriminação.

Acompanhe a movimentação da Mostra no Facebook, na página do evento! Clique aqui.

Filme exibido ontem, exclusivamente:

CABRA MARCADO PARA MORRER

Para quem não tem paciência, há curtas muito lindos:

SOPHIA

A diversidade cultural vista através dos olhos dessa minoria étnica que está, agora, sendo valorizada:

RIO CIGANO

A realidade nua e crua, bem perto de nós, mineiros:

A VIZINHANÇA DO TIGRE

Um projeto de “Cinema e Audiovisuais” realizado em várias regiões do país;

PELAS JANELAS

E a vida continua, após a tortura!

QUE BOM TE VER VIVA

 

Este é o modelo de kit que recebemos, elaborado pela produção da Mostra: “os kits contêm obras que buscam suscitar o debate sobre os direitos humanos em âmbito nacional”.

Kit da mostra

A Biblioteca Comunitária Novo Horizonte convida a todos para prestigiar a Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul, que será exibida no Rotary Club, em São Gonçalo do Sapucaí, entre os dias 14 e 17 de fevereiro de 2015.

Os filmes – seis ao todo – serão exibidos gratuitamente a partir das 13 horas, e abordarão temas como golpe militar, enfrentamento da homofobia, questões culturais e territoriais da população indígena, direito das pessoas com deficiência, entre outros.

A exibição faz parte do Projeto Democratizando, uma iniciativa integrante da Mostra e será realizada em todo o Brasil até o mês de março. Por meio do projeto, pontos de exibição de todo o país se inscreveram para receber os kits elaborados pela produção da Mostra; os kits são gratuitos e contêm obras suscitam o debate sobre os direitos humanos em âmbito nacional. Um desses pontos será a cidade de São Gonçalo do Sapucaí, que foi inscrita no projeto pela Biblioteca Comunitária “Novo Horizonte”.

São apoiadores do projeto na cidade: a Prefeitura Municipal juntamente com o Departamento de Cultura e Turismo, que realizam a divulgação e também cederão cadeiras e aparelhagem de som e vídeo para exibição dos filmes; e o Rotary Club, que emprestará seu espaço para a realização do evento.

Para obter mais informações sobre a mostra de filmes, entre em contato com Vanusa Reis Eugênio, idealizadora da biblioteca comunitária, pelo telefone (35) 3241-3487 / 8835-9062 ou através do email bcnovohorizonte@yahoo.com.br.

Confira a programação dos filmes:

 Pelas janelas

Início: 13h

Duração: 35 minutos

Classificação: Livre

Sophia

Início: 13h40

Duração: 15 min.

Classificação: Livre

A vizinhança do tigre

Início: 14h

Duração: 95 min.

Classificação: 12 anos

Cabra marcado para morrer

Início: 15h40

Duração: 119 min.

Classificação: 12 anos

Rio Cigano

Início: 17h45

Duração: 80 min.

Classificação: 14 anos

Que bom te ver viva

Início: 19h10

Duração: 95 min.

Classificação: 16 anos

9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul

DEMOCRATIZANDO

08 de janeiro a 31 de março de 2015

Veja a lista completa dos Pontos de Exibição

clicando no link abaixo

http://www.mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br/2014/democratizando/

Publicado por: bcnh | 26/01/2015

Os números de 2014 – poucos, mas concretos!

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 730 vezes em 2014. Se fosse um bonde, eram precisas 12 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

Em primeiríssima mão:

A Biblioteca Comunitária Novo Horizonte foi selecionada como um dos pontos de exibição da “9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul”.

O Projeto Democratizando é uma iniciativa integrante da 9ª Mostra Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul. Por meio do projeto, pontos de exibição de todo o país se inscreveram para receber os kits elaborados pela produção da Mostra; os kits contêm obras que buscam suscitar o debate sobre os Direitos Humanos em âmbito nacional. Além disso, os espaços inscritos poderão organizar palestras, workshops e outros tipos de encontro para discutir Direitos Humanos e outros temas relacionados.

Fonte: http://mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br/2014/democratizando/

PRECISAREMOS DE PARCEIR@S!

Escolas, Centros Comunitários, Igrejas, Salões de Reunião, Clubes e demais espaços democráticos e acessíveis a todo cidadão poderão solicitar a apresentação de filmes ou de palestras sobre Direitos Humanos  e temas relacionados.

Para participar, ajudar ou receber a “Mostra”, favor entrar em contato, obrigada!

2014 está sendo um ano de grandes desafios para mim, mas Deus tem proporcionado grandes vitórias com a definição e resolução de grandes questões em minha vida; o que me dará menos preocupações e mais liberdade para assumir novos projetos ou me dedicar mais a outros que necessitam do meu empenho, como é o caso da Biblioteca Comunitária Novo Horizonte!

Ano vem, ano vai, estamos aqui firmes, realizando nosso trabalho de formiguinha em prol do acesso à leitura.

Desejo um excelente final de ano e um início esplêndido do ano de 2015. Aguardem as novidades!

Feliz 2015

Me apoderei da mensagem do Movimento por Um Brasil Literário, pois são esses mesmos desejos que possuo para 2015. Até lá!

Publicado por: bcnh | 24/08/2014

Vamos falar sobre oportunidade!

Enquanto todas as outras bibliotecas estão fechadas, inclusive hoje, sábado (ontem, já que são 00h26m!!), a Biblioteca Comunitária Novo Horizonte permanece sempre aberta.

Democratizar o acesso aos livros e à leitura independe do poder público, basta um gesto voluntário, de boa vontade. Mas, sem políticas públicas que apoiem tais iniciativas fica inviável criar oportunidades para todos.

Geralmente as bibliotecas públicas ficam localizadas no centro das cidades e a distância dos bairros da periferia cria uma barreira para o acesso do leitor infantil e juvenil. As bibliotecas escolares auxiliam nos empréstimos dos livros, mas com dia e horário marcado para retirar e para entregar.

A biblioteca comunitária não, ela está sempre aberta e é tão pertinho da nossa casa que só de passar na porta já dá vontade de entrar para pegar um livro! Pois bem, aqui é assim e foi o que fizeram estas crianças:

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Agora, falando sério, estou lendo por aí que não houve investimentos em Cultura nos últimos 10 anos, eu discordo. Desde 2003 quando o Governo Federal expandiu as políticas públicas, antes cartelizadas com a tradicional e antiga Lei de Incentivo, e foi elaborada uma nova forma de democratizar o acesso aos financiamentos culturais, com a abertura de editais públicos, que o MinC conseguiu atingir seu objetivo: financiar centenas de projetos culturais no Brasil todo e não apenas no eixo Rio-São Paulo, como havia sido até então.

“Nunca antes na história deste país” houve tantos editais para a distribuição da verba para a cultura. Um deles foi o Edital para a seleção de Pontos de Leitura que, pela primeira vez, aceitou o cadastramento de iniciativas de pessoas físicas. A Biblioteca Comunitária Novo Horizonte foi selecionada e é reconhecida pelo Ministério da Cultura como Ponto de Leitura, desde 2008, quando foi contemplada com livros, móveis e equipamentos para bibliotecas.

Com a criação do Plano Nacional do Livro e Leitura, em 2006, “retomou a luta pelo livro, a leitura, as bibliotecas e a literatura com a necessária perspectiva e escala de política pública” (Antonio Cândido).  Em 2009, foi sancionada pelo então Presidente da República a Lei 11.899/2009, de autoria do senador Cristóvão Buarque, que “institui o Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura. Em 2010/2011, foram lançados diversos editais do Programa de Livros de Baixo Preço, para a compra direta das bibliotecas nas livrarias, com pagamento realizado através do Cartão do Livro.

A gestão democrática confia na força do povo e no trabalho do cidadão brasileiro, e conta com a participação de todos para democratizar o acesso dos bens materiais e imateriais. É criar oportunidades onde antes não havia. Claro que nem todos gostam de repartir o que possuem, mas democratizar o acesso ao livro e à leitura é oportunizar um futuro melhor para nossas crianças. Um futuro promissor!

Se cada um fizer a sua parte para contribuir para a democratização e para que as políticas públicas de acesso à cultura permaneçam, já será um grande avanço.

Se cada município tiver a sua Lei de Incentivo à Cultura e o seu Plano Municipal de Livro e Leitura, entre outras ações e projetos, muito mais pessoas terão acesso aos bens culturais; além de proporcionar mais emprego para os artistas que precisam ficar trabalhando somente nas cidades vizinhas por falta de uma política pública municipal que o apoie.

Se quiser saber mais a respeito de como participar das ações do Ministério da Cultura, acesse Projetos Incentivados.

Conheça as metas do Plano Nacional de Cultura! 

Publicado por: bcnh | 02/08/2014

“Chico Cica” em São Gonçalo do Sapucaí.

TEATRO em São Gonçalo do Sapucaí… novidade!!!!

Foi muito bom de se ver, muito engraçado e divertido.

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Há pouco tempo recebi o convite para integrar “um grupo de apaixonados por livros que troca – “dedos de prosa” – sobre os muitos ângulos – denotativos/conotativos – do livro na região sul do Estado de Minas Gerais no Brasil.”

Fiquei meio perdida no início, pois cada dia eu conversava com uma pessoa e cada uma me informava a respeito de coisas diferentes e diziam sobre todas as coisas do mundo do livro, da leitura, de bibliotecas, de autores, de calendários… ufa!

Mas, agora que já me familiarizei com a estrutura do Polígono quero compartilhar com vocês, leitores, o grandioso trabalho realizado por “um grupo bastante heterogêneo: estudantes, pesquisadores, professores de várias disciplinas, instituições, níveis da educação básica, superior, escritores, contadores de histórias, de causos, bibliotecários, editores, livreiros, sebistas, artistas de várias linguagens, outros profissionais e todos muito apaixonados por livros, leitores vorazes!”

Então, apresento-lhes O “POLÍGONO SUL-MINEIRO DO LIVRO” em 6 respostas básicas! Este texto é uma transcrição do perfil do Polígono, no Facebook.

O Polígono é um coletivo que dialoga sobre livros, leitura.

São 12 grupos, os chamados “12 VÉRTICES”: 1-autores, escritores, poetas, 2– contadores de histórias, estórias, causos e mediadores de leitura, 3-bibliotecários, 4-professores da educação básica, 5-professores universitários e pesquisadores, 6-editores, livreiros, sebistas, 7-bibliófilos e colecionadores, 8-encadernadores, conservadores e restauradores, 9-ilustradores, artistas plásticos-visuais, audiovisuais, artesãos, 10-profissionais da área cultural, 11-profissionais da área de promoção social, 12-profissionais da área de turismo.

Totalizam 144 cidadãos que se colocam a serviço do coletivo.

Ao longo do ano, 24h/dia nos 365 dias do ano. Como “coletivo” que busca catalogar, sistematizar o “universo do livro”, no sul de Minas, ao longo do tempo (passado, presente, futuro), ao largo do espaço, existe desde 1.999/2000. E agora, em 2014, após 15 anos de atividades, inicia a fase de informatização.

Em cerca de 200 cidades da região sul de Minas Gerais,

Através de ações, projetos, programas – sempre tendo o Livro, a Leitura como eixo.

Para construir um Sul de Minas Leitor!

Para saber mais, acesse a página do Polígono Sul-Mineiro do Livro:

https://www.facebook.com/opoligonosulmineirodolivro

Agradeço pelo convite e me sinto honrada em fazer parte desse maravilhoso trabalho que vocês fazem. Parabéns!

Acabamos de receber um exemplar do livro  COMPANHEIROS – A Hora e a Vez dos Metalúrgicos de Sorocaba, do escritor, jornalista e empresário Carlos Araújo.

Com apresentação de Luiz Inácio Lula da Silva, o livro “relata a trajetória de nossa categoria no contexto das conquistas sociais, econômicas e políticas do povo brasileiro desde os anos 1970 até os dias de hoje”, diz a carta de apresentação assinada pelo atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região: Ademilson Terto da Silva.

Agradeço a doação!

COMPANHEIROS

Publicado por: bcnh | 19/04/2014

Saudades!!!Mas, eis-me aqui!!!

De tempos em tempos tento me dedicar às atividades da biblioteca, mas, a universidade me consome.Graças a Deus está terminando. Já estou fazendo estágio, observações de aulas e relatórios.

Em meio a tudo isso, um feriadão!!! Ufa, há quanto tempo não escrevia nada neste blog. Então, resolvi atualizá-lo com algumas novidades que fiquei devendo, a chegada de algumas doações importantíssimas, são elas:

O livro “É O PRIMEIRO DIA DE AULA… SEMPRE! de R. L. Stine (autor da série best-seller Goosebumps).

É o primeiro dia de aula… sempre!

Um livro voltado para o público jovem pela editora SEGUINTE, o “selo jovem da Companhia da Letras”.

Recebemos também uma coletânea de livros da Universidade Federal de Juiz de Fora:

EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM PERSPECTIVA – Rachel Zacarias e Vicente Paulo Pinto (Org.). É uma publicação organizada a partir de “monografias de graduação e pós-graduação, tanto de especialização como de mestrado” dos grupos GEA/NEC. Esse foi o resultado das “reflexões e debates acadêmicos”.

O livro FIQ – FÓRUM DE INVESTIGAÇÃO QUALITATIVA – EDUCAÇÃO – SAÚDE – AMBIENTE, da Universidade Federal de Juiz de Fora em parceria com a Companhia Paraibuna de Metais – CPM.

O livro ESPAÇOS E IDENTIDADES EM PROCESSOS DE APRENDIZADO E DESENVOLVIMENTO – dos organizadores: Bernd Fichtner, Maria Teresa de Assunção Freitas e Roberto Alves Monteiro. É uma coletânea de textos contendo “achados ou resultados de investigações recentemente conduzidas”, segundo a apresentação do mesmo.

O livro REFLEXOS, de Carlos Augusto Bonifácio Leite e Rafael Blunck Silveira Ferrarezi, é um livro de poesia “que desenha o contorno de autores tão jovens”

reflexos

O livro TENHAM PIEDADE DOS HOMENS!: masculinidades em mudança, de Marko Monteiro, é o resultado de pesquisas realizadas sobre os eixos “masculinidade e representação”

tenham piedade

Por hoje é só!!! Voltarei outro dia com mais novidades!!!

FELIZ PÁSCOA DE JESUS PARA TODOS!!

ELE RESSUSCITOU E VIVO ESTÁ! ALELUIA

Publicado por: bcnh | 14/03/2014

Poesia no Facebook

A moda no Face, agora, é desafiar as pessoas a postarem poemas. O desafiado precisa postar um poema no seu perfil, em resposta ao desafiador e, também, desafiar outras pessoas.

Fui desafiada e, quando fui postar, percebi que se eu escrevesse qualquer outra coisa soaria muito falso. Então respondi assim:

Eu poderia postar um poema de Camões ou de Fernando Pessoa, de Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Drummond, Vinícius de Moraes, ou de qualquer outro gigante da literatura, mas, nas minhas veias corre o sangue da comunidade, gosto dos clássicos, mas prefiro a cultura popular. Por isso, Cileia Garcia e Liliane Furtado, para pagar o desafio, posto aqui um dos poemas que mais aprecio, veja se conhecem:

Vou caçar mais de um milhão de vaga-lumes por aí
Pra te ver sorrir, eu posso colorir o céu de outra cor
Eu só quero amar você
E quando amanhecer eu quero acordar
Do seu lado

Vou escrever mais de um milhão de canções pra você ouvir
Que meu amor é teu, teu sorriso me faz sorrir
Eu vou de marte até a lua, cê sabe, já tô na tua
E não cabe tanta saudade, essa verdade nua e crua
Eu sei o que eu faço nosso caminho eu traço
Um casal fora da lei ocupando o mesmo espaço
Se eu tô contigo não ligo se o sol não aparecer
É que não faz sentido caminhar sem dar a mão pra você
Teu sonho impossível vai ser realidade
Sei que o mundo tá terrível, mas não vai ser a maldade que
Vai me tirar de você, eu faço você ver
Pra tu sorrir, eu faço o mundo inteiro saber que eu

Vou caçar mais um milhão de vaga-lumes por aí
Pra te ver sorrir, eu posso colorir o céu de outra cor
Eu só quero amar você
E quando amanhecer eu quero acordar
Do seu lado

Pra ter o teu sorriso, descubro o paraíso
É só ver sua boca que eu perco o juízo por inteiro
Sentimento verdadeiro eu e você ao som de Janelle Monáe
Vem, deixa acontecer
Me abraça, que o tempo não passa quando cê tá perto
Dá a mão e vem comigo, que eu vejo como eu tô certo
Eu digo que te amo, cê pede algo impossível
Levanta da sua cama, hoje o céu está incrível

Vou caçar mais de um milhão de vaga-lumes por aí
E pra te ver sorrir, eu posso colorir o céu de outra cor
Eu só quero amar você
E quando amanhecer eu quero acordar
Do seu lado

Faço dos teus braços um lugar mais seguro
Procurei paz em outro abraço, eu não achei, eu juro
Saio do compasso, passo apuros que vier
Abro a janela pra que você possa ver

Vou caçar mais de um milhão de vaga-lumes por aí
Pra te ver sorrir, eu posso colorir o céu de outra cor
Eu só quero amar você
E quando amanhecer eu quero acordar
Do seu lado

Pollo

Publicado por: bcnh | 02/03/2014

Vamos brincar de ler?

Aqui na minha casa é assim:

Minha filha Rafaela e minha sobrinha Ana Clara, brincando de ler!!!

Elas estão brincando de ler… ou ler é que é a brincadeira? Adorooooooooo…

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Publicado por: bcnh | 01/03/2014

Salvem as comunitárias…

“Bibliotecas comunitárias são simplesmente essenciais para fazer com que mais pessoas leiam livros no Brasil. Mas elas precisam ser apoiadas pelas políticas públicas: com livros e com ajuda financeira para manter gente e esses locais abertos (e não como mais um depósito de acervos).” Blog do Galeno 

Essa fala é do atual presidente do Cerlalc/Unesco, ex-presidente na Fundação Biblioteca Nacional, Sr. Galeno Amorim. Um ferrenho apoiador das bibliotecas comunitárias. Leia o texto na íntegra, aqui

Publicado por: bcnh | 04/02/2014

Novos planos para 2014.

Embora a Biblioteca Comunitária tenha ficado habilitada no Edital de Apoio às Bibliotecas Comunitárias, do Sistema Nacional de Biblioteca Públicas, as iniciativas contempladas seriam apenas em número de 100 e ficamos em 123º lugar na listagem oficial. Mesmo depois do recurso, que foi indeferido.

Obtive como resposta, com apenas uma pontinha de esperança, a possibilidade de receber o prêmio, pois, o edital tem validade de um ano e há chances de acontecerem outras destinações de verbas para essa mesma finalidade.

Quem sabe ainda seremos contemplados! Não é mesmo! Mas, além disso, tenho a dizer que estou na reta final do meu curso de graduação em Letras – Português e suas literaturas. Falta pouco mais de um ano! Assim, retomarei as atividades de leitura e me empenharei para o crescimento e fortalecimento da nossa Biblioteca Comunitária Novo Horizonte, esse é o nome dela.

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